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Bandeiras ao vento
Novembro 4th, 2018 Por nuno

Se o teu sonho é ter um site que chegue a vários pontos do globo, então ter um segundo ou terceiro idioma é quase obrigatório. Este artigo explica como podes tornar o teu site bilingue com pouco esforço.

Uma grande decisão quando se vai começar um site é em que língua escrever. Os bloggers que falem de algo de interesse partilhado à escala global como viagens ou cinema, certamente se perguntam se não deviam alargar o seu público-alvo.

A tentação de escrever na língua materna é muito forte. Afinal, é a língua que melhor conhecemos e onde dificilmente se comete erros. Depois, pensando no público, o português não chega muito longe. É a quinta língua mais falada no mundo e são duzentos e oitenta milhões de pessoas, mas parece pouco. Com o castelhano depressa se chega aos países ibero-americanos e outros quinhentos milhões de possíveis leitores. O inglês tem um pouco menos de falantes nativos, mas é a segunda língua de mais de mil milhões de pessoas por isso cobre uma fatia gigante do planeta.

Em que língua devo escrever?

A ter de sugerir uma língua, é imediatamente o inglês. Apesar de o mandarim ser mais falado, a China é muito fechada, tem uma cultura diferente e tem censura sobre conteúdos pelo que podes estar a escrever para alguém que não quer ou não consegue ler. O inglês é o idioma universal, especialmente no mundo ocidental com o qual temos mais semelhanças. Se não souberes escrever bem, arranja um tradutor. Há muita gente capaz e sendo um trabalho regular até podes conseguir bons preços.

Felizmente hoje em dia um blog não tem de ser escrito numa única língua. Cada artigo pode estar em várias línguas ou apenas numa e os leitores são desviados para o idioma que lhes interessa. É disso que este artigo vai falar.

Como posso publicar em várias línguas?

Há essencialmente quatro formas de publicar em várias línguas. Inicialmente deves pensar em fazer um site bilingue, mas nos exemplos falarei frequentemente do multilingue, porque crescer deve estar nos planos de quem planeia. Agora duas línguas, daqui a uns anos dez.

Fazer um artigo com as várias línguas

As desvantagens são:

  • O título ou fica num idioma só ou fica muito longo.
  • Os motores de busca não vão saber em que língua está escrito e não vão recomendar a ninguém.
  • Os leitores podem ficar perdidos ou desmotivados se a língua deles estiver no fundo.

Aqui fica uma dica para quem quiser seguir este caminho: fazer hiperligações âncora para as várias línguas logo no início. Assim o leitor salta logo para o que lhe interessa.

Fazer um artigo para cada língua no mesmo site

  • Aqui não há problemas com o título.
  • Os motores de busca mais facilmente encontram a língua de cada artigo (mas tens de o indicar no código HTML ao escrever).
  • Os leitores mesmo que entrem na versão errada terão as hiperligações para o que procuravam.
  • No entanto, a página inicial vai ficar confusa com artigos duplicados ou triplicados. Os textos informativos, os menus e os artigos em destaque só podem estar numa língua. É preciso ter uma língua principal. O resto será acessório.

Ter um site em cada língua

  • Os problemas todos referidos anteriormente desaparecem. Cada site está otimizado para uma língua e os leitores terão a experiência perfeita.
  • Todavia, ainda há desvantagens. Primeiro isso duplica o trabalho de gestão. Dois endereços, dois logins, dois locais para gerir comentários. E segundo, para os motores de busca são dois sites diferentes e portanto o impacto é visto em separado.

Ter um site bilingue/multilingue

Para resolver todos aqueles pequenos detalhes incómodos referidos acima, já várias plataformas gestoras de conteúdos (CMS – Content Management System) como Joomla e WordPress assumem que os autores querem fazer o seu site/blog para vários públicos. Por isso foram aparecendo ferramentas que facilitam a criação de um espaço poliglota.

Na prática só precisas de dizer que idiomas queres ter no site. No arranque dá o dobro do trabalho criar os menus. Mas depois no dia-a-dia, quando escreves um artigo ou crias uma página, só especificas a língua em que está e o CMS trata do resto. Identifica as traduções em falta caso queiras escrever noutra língua, faz as marcações HTML necessárias para esse idioma, cria todas as ligações internas… Para os motores de busca é realmente um site em várias línguas. Cada artigo é único, mas pode chegar a mais gente do que se estiver numa só língua.

Como configurar o WordPress para ser bilingue

Um plugin que utilizo em praticamente todos os meus sites é o Polylang. Permite definir várias línguas, por que ordem aparecem, e ter várias opções simples de configuração. Só uma vez fiz para três línguas, mas no modo bilingue está mais do que testado e aprovado. E o melhor é que é gratuito.

Definições do Polylang
Definições do Polylang

O único cuidado que é preciso é escolher um tema que saiba que o multilingue existe. Diria que só uns 30% dos que gostei estão preparados para isso.

Alguma outra dica?

Sim. Também nas redes sociais é preciso saber separar os públicos. Se fizeres uma partilha e metade do público não a perceber, a taxas de resposta vai ser metade do normal o que fará descer a reputação da tua página. Se o teu público lusófono só vir as publicações em português, o teu público anglófono só vir em inglês e por aí em diante, a taxas de resposta será certamente melhor. E quando partilharem pelos seus amigos que falam a mesma língua, também eles reagirão melhor.

O Facebook está preparado para isso. Nas definições da página diz que queres “Publicar em vários idiomas” e, quando publicares, podes dizer em que idioma está o teu texto/ligação. É assim simples. A vantagem é que não há línguas pré-definidas por isso mesmo sem teres um site bilingue, podes publicar em francês ou japonês se te aparecer alguém desses lados.

Definições Multilingue num página Facebook
Definições Multilingue num página Facebook

Nada como experimentar por isso… mãos à obra!

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Outubro 2nd, 2018 Por nuno

Quando se regista um domínio, são-nos pedidos vários dados pessoais. Nome, morada, número de identificação fiscal, telefone e email. Sendo uma empresa oficial a pedir, não faz mal, certo? Pois, o problema é que também aqui é importante frisar que os dados não são para partilhar com o mundo.

A nova lei de proteção de dados da União Europeia (o célebre RGPD/GDPR que entrou em vigor a 25 de Maio de 2018) exige isso, mas estima-se que quem fornece o serviço ainda demore um ano até conseguir implementar as alterações. É que uma das regras da Internet diz que a informação é de todos e o ICANN, a organização que gere a Internet, não se conseguiu adaptar nos dois anos que foram dados para as empresas se prepararem e ajustarem processos. A verdade é que poucas empresas europeias fizeram algo antes de 2018, porque seriam os outros diferentes?

Como sei o que estou a mostrar?

Quando queres saber quem gere um site, o normal é procurares a secção “Sobre Nós”. Mas isso é a versão pública e bonita e pode ser falsa.

Há um serviço que diz exatamente quem registou cada domínio desde o primeiro momento, sem esperar que haja um site. O nome é “WHOIS”. Como “who is” ou, em português, “quem é”?

Normalmente essa opção surge quando se quer registar um domínio. Tens uma caixa de texto para escreveres omeunovodominio.pt, Carregas no botão “Pesquisar” e depois ou diz “está disponível, compra já” ou diz “o domínio desejado já está registado”. E ainda que possas não ter reparado, em muitos sites tem um botão a dizer WHOIS. E aí está a verdade.

O DNS.PT é amigo

DNS.PT foco no WHOIS

Vamos ver o exemplo português. O DNS.pt é a entidade que gere os domínios .pt todos. É quem garante que não existem sites com nomes de palavrão, que uma pessoa não regista a marca de outra pessoa e que o proprietário dos domínios com nomes de localidades, rios e semelhantes é a autoridade governamental correspondente. Existem mais regras, mas estas são as principais.

Ora se fores a DNS.pt tens logo um grande Pesquisar. Vamos testar algo fácil. Sapo.pt. Esse está ocupado, mas por quem?

O WHOIS diz que é pela MEO com todas as informações desejadas e algumas incompreensíveis.

Se tiveres um domínio terminado em .pt confirma se não está disponível essa mesma informação sobre ti.

Se tem informação que não é tua, é porque quem registou por ti usou os próprios dados. Exige que o transfiram para teu nome imediatamente. Tu pagaste por ele, é teu. Se não o souberem fazer (sim, há empresas que registam domínios sem saber o que fazem) exige o código de transferência e passa-o para a minha empresa. São 16 euros por ano que é um pouco mais do que o preço normal, mas eu ajudo com tudo o resto. Sendo um blogger há 15 anos e tendo gerido mais de 300 domínios diferentes em quatro continentes, sei que consigo ajudar com qualquer possível problema.

Se já disser “informação confidencial”, sorte tua. Deve estar bem. Mas pode estar em nome da empresa a que compraste. Vê o ponto seguinte para confirmar.

Para ficar anónimo, só é preciso um clique.

Vai a DNS.pt. Escolhe “Área Reservada” no topo. Para entrares usa o teu login e password.

O nome de utilizador, nic-handle, podes encontrar na conta de email que usaste para comprar o domínio. Na data de registo de domínio (podes ver isso no WHOIS se não te lembrares) tens um email de “request@dns.pt” com assunto “Abertura de Contacto”. Aquele NIC-handle no final do email (tem as tuas iniciais, uns números e depois mais umas letras) é o login. Como é a primeira vez que vês isto, deve ter também um link para definires a password.

Se não tens esse email, é porque nunca o recebeste ou porque o apagaste. Por sorte no formulário de login deixa recuperar nome de utilizador por NIF e esse sabes. Pede o utilizador e faz o que diz no email para entrares.

Se o dns.pt não conhecer o teu NIF, é porque o domínio não está registado em teu nome… Já disse o que tens de fazer. Exigir o código de transferência e passar para mim.

Depois de entrares, tens do lado direito a opção Editar Dados. A última caixa é WHOIS privado. Escolhe editar, coloca um pisco, salva e já está. Se fores ao whois novamente está em nome de Dados Confidenciais.

Quem precisar de te contactar vai ter formas como o fazer (é dado um endereço de email provisório) mas há um filtro. É bem melhor do que ter todos os dados à vista do mundo nesta lista telefónica demasiado completa.

É preciso fazer isto?

Não. A partir de dia 25 de Maio esconder a informação deve ser a opção por defeito para cidadãos a nível individual. Podes optar por mostrar se quiseres ter os fãs à porta.

Mas e se o teu blog for uma empresa? Se registares o blog como negócio, os dados da empresa não são abrangidos por essa lei e podem ficar visíveis para todos. Por isso é importante saber como fazer.

E se o meu domínio for .com, .net ou outra coisa?

As coisas não são tão fáceis fora de Portugal porque não há uma entidade centralizadora. Aí há outras formas de fazer isso que normalmente envolvem contratar um serviço de anonimato. Pode ficar por 6 a 10€ anuais, mas isso vai mudar brevemente com a nova lei por isso é muito cedo para fazer planos para daqui a um ano. A maioria dos vendedores (REGISTRARs) já oculta os dados dos clientes europeus e os outros devem estar quase.

Atenção que comprar o anonimato deve incluir mais trabalho. Como validações regulares de identidade e contacto. Se não responderes podem apagar a conta e lá ficam os dados do domínio públicos. Nos .co.uk era muito irritante. Por eu ser estrangeiro tinha confirmações mensais. Nos .com costuma ser apenas uma vez por ano, cerca de um mês depois do registo inicial.

Se está na altura de renovares, pede esse extra por um ano. Por vezes há um ano de oferta, mas desconfio que essa oferta já acabou ou está para breve. Com a obrigatoriedade de anonimato vão simplesmente subir o preço base e “oferecer” o serviço.

Não costumo vender domínios além de .pt, mas tenho mais de uma centena .com na minha empresa. O que sugiro é o que ainda acima disse ser errado para os .pt. O domínio fica registado como sendo da minha empresa para eu ir fazendo essa confirmação. Quando quiseres mudar, é só pedires o código de transferência. Mas estou confiante que nunca vais querer mudar.

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Anna Kendrik sentada ao computador a blogar no filme "A Simple Favor"
Setembro 15th, 2018 Por nuno

Toda a gente se quer expressar. Uns em texto, outros em vídeo e outros através da fotografia. As tendências foram mudando através dos tempos e é curioso ver isso pelos olhos do cinema. Em tempos fiz um trabalho académico sobre o marketing digital no cinema e o lançamento eminente de “Um Pequeno Favor”, que retrata as desaventuras de uma vlogger, levou-me a voltar a esse mundo. Então, em que filmes falam de bloggers e qual o seu papel?

Para começar vamos dizer que tive de excluir o cinema de terror e os thrillers. Quando usam os blogs com desculpa para a pessoa estar exposta e a atacarem, sabemos que há demasiada informação inventada. Este “Um Pequeno Favor” também é um thriller, mas esse tom não domina o filme como vais perceber quando o fores ver.

Primeiro foram os bloggers

Amy Adams sentada no computador a blogar no filme "Julie & Julia"
Fotograma do filme “Julie & Julia” com Amy Adams

Um dos mais conhecidos é “Julie & Julia” (2009) sobre uma mulher que decide seguir o livro de receita de uma lenda da cozinha e descrever num blog as suas experiências. O texto era rei. O tema era uma experiência pessoal com base num material conhecido e que qualquer um poderia reproduzir em casa e partilhar.

Rachel McAdams ao computador no filme "State of Play"
Fotograma do filme “State of Play” com Rachel McAdams

No mesmo ano saiu “State of Play” sobre investigação jornalística e o papel do repórter. Aqui já é importante a formação, a rede de contactos e a reputação. É sobre dizer a verdade e o dever de informar. O blog é visto como uma forma mais rápida e directa de chegar às pessoas do que a imprensa.

Deborah Secco sentada ao computador a blogar no filme "Bruna Surfistinha"
Fotograma do filme “Bruna Surfistinha” com Deborah Secco

Em 2011 saiu uma adaptação da vida como garota de programa de Bruna Surfistinha. Aqui era um relato pessoal sobre um estilo de vida fascinante, mas que é desconhecido, ou erradamente interpretado, pela maioria. O que esta mulher fez, foi relatar o que fazia e avaliar os seus clientes. Algo completamente inovador no seu meio e uma original forma de marketing pessoal.

Depois vieram os vloggers

Sara Barros Leitão sentada ao computador a vlogar no filme "Offline"
Fotograma do filme “Offline” com Sara Barros Leitão

Nem todos os filmes têm de ser americanos. Também em Portugal se explorou a estranha ocupação de vlogger. O nosso grande título foi “Offline” (2016) onde a divertida youtuber SailorSpoon fazia programas a solo e às vezes em parceria com um outro jovem youtuber. O canal seria a ponte com Portugal e os amigos durante a estadia no seu adorado Japão.

No mês passado reparei noutra produção RTP, “Verão M”, onde uma jovem vlogger relata o seu dia-a-dia repleto de aventuras para os seguidores. Ter um canal é agora tão normal como ter um telemóvel. Mas é melhor não falar de séries pois as produções americanas já fizeram de tudo. Começaram por ter hackers como vilões (que série policial não teve pelo menos um episódio desses?), foram evoluindo para catfishing que dá origem a raptos, e recentemente vi um episódio onde usavam o Twitter para localizar criminosos. Como na televisão se escreve muito material, é fácil falar de todos os temas antes.

Emma Watson ao computador no filme "The Circle"
Fotograma do filme “The Circle” com Emma Watson

No ano passado há uma ligeira variação do vlogging. Em “The Circle” (2017) a personagem Mae tem um momento em que assume a transparência como essencial e começa a fazer um live streaming de toda a sua vida. O que era marketing para a empresa (uma funcionária nossa usa isto, vocês também deviam) para ela começa a parecer um pesadelo. As pessoas vêem tudo e comentam tudo. O cinema já tinha explorado isso em canais de televisão (“The Truman Show”, “Ed Tv”), mas esses eram focados num só indivíduo. Com a Internet, toda a gente pode estar constantemente online. Com as redes sociais, podemos seguir quem quisermos. Assustador.

Anna Kendrik a vlogar no filme "A Simple Favor"
Fotograma do filme “A Simple Favor” com Anna Kendrick

Em “Um Pequeno Favor” (2018) uma mãe desempregada a viver temporariamente do dinheiro de uma indemnização, criou um canal para dar dicas a outras mães. Remédios caseiros, receitas, dicas de poupança… mas quando nós chegamos a esse canal, ela também está a partilhar a sua vida e aflições. A tragédia da vida real ajuda-a a conseguir seguidores.

Estamos numa era dourada dos loggers e o cinema está atento. Até se fazem filmes com youtubers (em Portugal tivemvos o “Ruas Rivais”) e é frequente dobrarem filmes de animação como Feromonas e MrNikki em “Os Feitiços de Arkandias”, novamente Feromonas em “Angry Birds” e Bumba na Fofinha dobrou “A Idade da Pedra”.
Por isso, se ainda não pensaste nisso, está na hora de pousares o teclado e ligares a câmara.

Mommy bloggers

As mommy bloggers são um assunto que enche filmes. Basta olhar para as produções que passam à tarde na Fox Life e frequentemente vemos referências a blogs. Normalmente escritos pelas mães, ocasionalmente pelas filhas.

Vamos fazer uma pausa para ler isso melhor. As mães e as filhas blogam? Volta para cima e repara com atenção nas fotos. Reparaste que todos estes filmes têm mulheres a blogar? “Offline” tem um youtuber, mas na vasta maioria dos filmes, é uma mulher que bloga/vloga. Vamos ver que estereótipo foi usado. Será porque nos blogs se revelam sentimentos e isso não é coisa de macho? Porque os homens não são como as mulheres, que querem impor aos outros as suas opiniões? Ou porque as mulheres vivem às custas dos maridos e lhes sobra tempo para blogar em vez dum trabalho a sério? Mesmo que não seja nada disso, não consegui encontrar referências no cinema a bloggers de género masculino. A não ser em personagens menores, como os indivíduos paranoicos que os usam para divulgar teorias da conspiração.

E os photologgers?

Esses estranhamente são ignorados ou tratados como fotógrafos. Sempre tivemos filmes sobre fotógrafos – alguns cineastas adoram o tema como Wim Wenders e Michael Winterbottom – mas onde as fotos vão parar é irrelevante.

O que se pode aprender com esta blogger?

Sem entrar em território de spoilers, há três grandes lições que se podem tirar.

Controlar a câmara

Esta é a lição mais fácil. Stephanie faz tudo sozinha e não precisa de editar porque 1) usa o zoom para só revelar o resto do seu balcão quando chega a altura; e 2) tem mais de uma câmara a gravar dando vários ângulos. Se não tiveres quem te filme, usa um comando remoto. Muitas câmaras fotográficas incluem esse acessório e filmam muito bem. O filme fica simples, mas bonito e dá pouco trabalho. Claro que isso obriga-te a conhecer o equipamento. Treino, treino, treino.

Como fazer seguidores

Se excluirmos os bloggers baseados em personagens reais, esta Stephanie Smothers é dos retratos mais realistas que já vi. Mais realista até que alguns a sério. Começa com poucos seguidores, quem a lê é quem a conhece e muita gente simplesmente para procurar motivos de maledicência. Acontece a todos.

Quando começa a interagir, a colocar questões, a pedir sugestões, a pedir ajuda, a comunidade responde e vai crescendo. Ela refere sempre no vídeo as pessoas que ajudaram, para elas se sentirem parte da história. E o storytelling é uma arma eficaz como poucas. Assim que começa a dar detalhes sobre a investigação do desaparecimento da amiga, a expor os seus sentimentos e a viajar em busca de pistas, a comunidade dispara. As pessoas querem sentir-se parte de algo, mas de algo grandioso e emocionante. Uma aventura.

Quando se consegue criar esse conteúdo, seja em texto, foto ou vídeo, os seguidores estão garantidos. Por isso é que alguns temas são mais populares. Viagens. Partir para quer conhecer o mundo. Maquilhagem. Sentir-se bela por uns instantes. Moda. Fazer parte de algo com uma aura de divino.

Depois há o revés. Aquilo que não se adora, mas se faz quase por obrigação. Trabalho. Seguir especialistas para estar a par das mudanças legais, tecnológicas e de simples truques. Culinária. Temos de comer, que seja algo diferente. Desporto. Rever jogadas impressionantes, polémicas ou violentas.

Todos estes nichos não precisam de seguidores porque a pesquisa traz muita gente diariamente. Se conseguires ter uma comunidade e visualizações/leituras por pesquisa, é sorte dupla.

O isolamento e as amizades

Uma das coisas mais chocantes que Stephanie diz logo ao início, é que Emily é a sua maior amiga. E que só a conhece há algumas semanas. Emily não é blogger, a única coisa que têm em comum são os filhos, amigos inseparáveis. Isso faz com que falem, com que se abram sem pretensões. Lentamente ela repara que não confia em mais ninguém. O mundo adulto é traiçoeiro e fazer novas amizades não é fácil. Especialmente quando se tem filhos e se vive em função deles.

Seria de esperar que dessem a Stephanie amigas bloggers, mas ela é a única no filme. É apresentada como a super-mãe da escola e ter tempo para um blog é só mais uma coisa que as super-mães fazem e as outras não. O blog acaba por se tornar mais um motivo de isolamento. Portanto, a segunda dica é: fala com as pessoas.

Resumo

Leticia Dolera sentada ao computador a blogar na websérie "Bloguera en Construcción"
Fotograma da websérie “Bloguera en Construcción” com Leticia Dolera

Faço aqui um parênteses no cinema para falar de uma web série sobre a vida de uma blogger de moda. “Bloguera en construcción” foi um projecto de Leticia Dolera para uma revista. Em cada mini episódio narra de forma extremamente cómica uma das dificuldades de se ser blogger:

  • trabalhar um nicho que não tem nada a ver com a personalidade;
  • criar uma tribo de seguidores;
  • ter amigas famosas para aparecer nas fotos e ganhar seguidores;
  • seguir as tendências;
  • ir a encontros de blogs para fazer amizades com outras bloggers (quando até vemos a blogger Miranda Makaroff do Hermanas Miranda);
  • trabalhar com marcas;
  • mudar quem somos;
  • ir a eventos.

Se entenderes castelhano, investe uma hora nisto porque resume com humor as maiores dificuldades. Tudo isto é ser blogger, e a única coisa que é preciso reter é que conhecer pessoas é suposto ser divertido e não uma obrigação. São pessoas com quem já temos algo em comum e há tema de conversa, por isso está dado o primeiro passo para correr bem.

Se estivermos de bem connosco e com os outros, se escrevermos de forma espontânea sobre o que gostamos e se nos esforçarmos para dar uma imagem minimamente profissional, não é difícil ter sucesso. Mas também depende da sorte.




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Carruagem vazia
Setembro 5th, 2018 Por nuno

Numa era em que todos querem visitas, seguidores e comentários, tenciono explicar porque não deves querer disso. Pelo menos não deve ser o teu foco.

Este artigo é longo e pode ser polémico em alguns pontos. Muitas das pessoas que o leiam vão-se sentir ofendidas. A discussão está aberta.

Chegamos a um qualquer grupo de bloggers amadores no Facebook e estão todos a propor troca de comentários, de likes ou de seguidores. Isso causa calafrios pois todos esses blogs estão a trabalhar arduamente… a escavarem um buraco para se enfiarem. Vou explicar passo a passo as vantagens e desvantagens de seguidores/likes e comentários. Basicamente, para dizer quão mau isso pode ser para um site.

Os meus argumentos

O objetivo de quem tem um blog é ser lido. São as leituras que dão seguidores, dão visibilidade, dão origem a parcerias. Mas as visitas erradas fazem o oposto. Por exemplo, se estiveres numa cidade desconhecida e não tiveres bateria no telemóvel para ver os restaurantes recomendados, o que podes fazer? Olhas para eles. Se estiverem vazios são de fugir. Se tiverem muita gente confias que é bom. Mas se tiverem gente a mais, gente com mau aspecto e gente que levou a sua própria comida, não é de desconfiar?

É exactamente o mesmo nos blogs. Quando se tem gente a mais, o servidor fica lento prejudicando os leitores. Se não estão lá para comer/ler, então que cedam o lugar a quem te vai dar dinheiro. A secção de comentários é onde as pessoas avaliam os artigos e conseguem informações complementares. Os comentários irrelevantes encaixam na metáfora dos clientes com mau aspecto. Se escondem os comentários úteis, tornam o artigo menos útil. Os comentários auto-promocionais são os que levam a própria comida. Se estão lá para falar deles mesmos, querem-te roubar leitores.

Isto tudo em conjunto, parece que é uma selva descontrolada.

Contra-argumentação

Não há “visitas a mais”!

Podes sempre dizer que não são assim tantos e o servidor aguenta. Verdade. Mas quem vai lá só para colar o comentário não perdeu tempo a ler. Para o Google isso é interpretado como “o artigo não interessou”. Se 3 pessoas passam lá 6 minutos e 50 passam 20 segundos, o tempo médio na página é de 40 segundos. Conclusão do Google: “Este artigo devia ser lido em três minutos, as pessoas passam lá menos de um, é porque não é relevante. Vamos mostrar estes outros 50 artigos sobre o tema primeiro.” E lá vai o teu trabalho para o esquecimento.

Mas no outro artigo sobre SEO disseste que eu tinha de deixar comentários com links!

E continuo a dizer que é importante deixar comentários com links para se começar a ser conhecido. Mas podemos ser conhecidos como uma pessoa que está nos locais certos à hora certa e sabe do que fala, ou como aquele emplastro que está em todo o lado e não serve para nada.

Queres deixar comentários úteis, que acrescentem algo à discussão e provem que sabes do tema. Podes fazer apenas “Eu concordo com quase tudo, mas discordo no ponto 2 porque x y e z.”. Isto contribui para a discussão.

Podes ajudar terceiros com “Li este estudo em (link) que confirma a tua opinião”. O autor pode querer, no futuro, acrescentar essa informação ao artigo, e provavelmente vai referir a tua contribuição com um link para o teu blog. Links no artigo contam bem mais do que nos comentários.

Ou podes simplesmente dizer “Também escrevi sobre esse tema em (link de artigo)”. Não ajuda muito, mas é provável que fique por lá e dê algumas visitas de pessoas interessadas nesse tema.

Quem escreve “Gostei. Lê o meu blog (link).” ou “Adorei este artigo sobre submarinos. Lé o meu sobre candeeiros.“ vai ser ignorado e provavelmente apagado. Comentários que não ajudam o leitor, não interessam. Haver um comentário mau no meio de vários bons até pode passar despercebido. Quando é o comentário útil que está no meio dos maus, a secção de comentários tornou-se inútil. Só deixa ficar esse tipo de comentários irrelevantes quem também os faz e portanto um blog sem grande futuro a ajudar outro blog sem grande futuro.

Mas o que pode haver contra ter seguidores nas redes sociais?

De certeza que já ouviste falar do temível “algoritmo”. Longe vai o tempo em que numa rede social se via todo o conteúdo de forma cronológica. Agora, para nos “ajudarem”, mostram cada vez menos e por uma ordem indefinida. Com base nas reacções dos utilizadores de forma individual e colectiva, o Facebook/Instagram mostra os conteúdos mais relevantes. O Twitter é mais honesto e mostra tudo, mas também só nos manda notificações para alguns conteúdos principais. O resto fica basicamente perdido no oceano de mensagens.

O algoritmo em termos simples

Provavelmente tens uns 500 amigos no Facebook. As publicações que vês são sempre dos mesmos 50, ocasionalmente com uma ou outra de um grupo de 100 outros amigos e todos os outros só reparas que existem quando casam ou fazem anos? É o algoritmo. Com base nas reacções que tens às publicações das pessoas, a página sabe quem gostas de ler. Por isso vês sempre os mesmos 50. Com base no que os outros reagem, o Facebook avisa-te que alguém que não vês há muito fez algo diferente. Se foste o único a não dar os parabéns por 2 anos e não comentaste a mudança de emprego, provavelmente também não te vai mostrar a foto junto ao Coliseu de Roma. Asume que não queres saber e tem razão. E assim metade dos contactos caem no esquecimento.

De vez em quando aparece uma excepção, para confirmar se mudaste de gosto e ao mesmo tempo para dar diversidade ao perfil, mas a partir do momento que se tem um círculo definido, é muito difícil algo mais entrar nessa bolha. Vês mais depressa as publicações de pessoas que estão no mesmo grupo Facebook (porque comentam as mesmas publicações, fazem partilhas semelhantes), do que do colega de carteira da primária que sabe todos os teus segredos. Porque o Facebook diz que vocês não são iguais.

O algoritmo nas páginas

O mesmo se aplica às páginas. Podes ter feito gosto em dez páginas de lojas de sapatos. Se só fazes gosto às publicações divertidas de uma, o Facebook vai evitar mostrar-te as outras. Até que essa página faça um anúncio. Aí o Facebook lembra-se que gostas daquele produto e então já contas para ter um alcance de duzentas mil pessoas interessadas. E na verdade até é provável que compres, mas não é a tua marca favorita. As marcas terão de investir em marketing para que os seguidores partilhem organicamente. Aí não interessa se gostas da marca. O teu amigo gostou, logo tu deves gostar. E assim se ganham seguidores e clientes.

Pode ser psicologia barata, mas na verdade são feitos testes constantemente com milhões de pessoas. Cada publicação que vês ou deixas de ver é um teste. Cada partilha, comentário, reacção, ou clique, conta para definir o teu perfil de leitor e o perfil de influenciador do teu amigo. Big brother is watching you.

Vamos aplicar isto a uma página pessoal, como um blog.

Partilha orgânica

Primeiro com moderação. Se tiveres 200 seguidores (é normal se conseguires manipular os 500 amigos) e fizeres uma publicação, uns 20 recebem a publicação. Porque o título é engraçado, a foto está gira, ou por obrigação, 5 fazem um like. O Facebook gostou da reacção, acha que funcionou bem e manda para mais 10. Aqui só mais 1 gosto. O Facebook ainda vai tentar mandar para mais 5, mas se não houver algo viral, a publicação morreu por aí. Daqui a uma semana mais 2 ou 3 pessoas vão ver, e terminou esse ciclo de vida. Chegou a umas 40 pessoas e teve reacções de meia dúzia.

Partilha no teu perfil pessoal a ver se chegas a mais 50. Aí é o teu perfil de influenciador digital que está a dar credibilidade à página. Se for um bom link ganhas mais credibilidade como pessoa e como autor. Se for mau, vão ambos ao fundo.

Partilhas num grupo relacionado com o tema. Isto é como os comentários nos blogs. Se for relevante, tem cliques. Talvez alguém partilhe noutro grupo ou marque amigos interessados no tema. Lentamente vai chegando a gente interessada no blog.

Resumidamente, os teus leitores fiéis vão vendo o contudo regularmente, partilham com amigos que por terem um gosto semelhante também reagem bem. Um crescimento sustentado e com pessoas que são potenciais clientes.

Se o blog não tiver um nicho, algumas pessoas podem não gostar de algum conteúdo, mas no panorama geral vão lendo de vez em quando que é o que importa. E quando lá chegam, acabam por espreitar mais alguns artigos relacionados.

Partilha forçada

Agora vamos ver no modo “pessoa maluca a gritar no meio da rua”. Se forçaste 1000 pessoas a seguirem a tua página, aquela primeira partilha vai para 100 pessoas. Mesmo que 10 dos teus amigos façam Gosto, quem está lá por obrigação não vai carregar. Não ligam ao tema. A eficácia desceu de 25% para 10%. Ter 5 em 20 é melhor que 10 em 100. O Facebook talvez mande para mais 30 pessoas. Se não acertar na mouche nos teus amigos, acabou.

Como não pareceu suficiente, vais para um grupo com 10000 pessoas e partilhas o link. O Facebook mostra a uma centena de membros e nenhum reage. Ai ai. As pessoas vão entrando no grupo e a publicação está lá. Passam por ela sem reagir. Mil pessoas a passarem pelo link e nenhum clique. Agora é que o Facebook te acha um autor da treta. 1130 pessoas e só 5 reacções?

Medidas drásticas, partilhas no perfil pessoal. A tua mãe já tem Facebook e partilha com as amigas. Ninguém quer saber daquilo porque é para outra faixa etária. O Facebook acha que é o teu público-alvo porque teve uma partilha. Insiste com esse perfil, mas o público não reage. O alcance da página esmorece até que nem a tua mãe vê o que partilhas.

Troca/Compra de likes

Mais uma medida drástica. Agora tens seguidores que reagem. Partilhas um artigo e chega a 100 pessoas. 60 fazem like. Foi um sucesso viral e agora o Facebook manda para mais 100 pessoas. 50 reacções. Mais 100 pessoas? 30 reacções. Se não houver partilhas, o ciclo de vida deve estar perto do fim e tiveste uma pequena vitória. Em 300 pessoas, 140 reagiram. Tudo parece bem. Até á próxima partilha. Como és viral, agora o Facebook vai mandar para 200 pessoas logo à primeira. E vai-se focar primeiro nas 140 pessoas que reagiram.

Agora há dois cenários. Se eles continuam a reagir o Facebook vai-se focando cada vez mais nesses utilizadores. Os que não são leitores/clientes reais e não dão lucro, apenas trabalho/despesa. O outro cenário é eles deixarem de reagir, o alcance de 200 pessoas tem 10 reacções e o Facebook depressa te põe no lugar. Tens 1000 seguidores, mas só te partilha com 50. Depois com 30, com 20, com 10…

Demasiados seguidores tornam-se seguidores a menos. No Instagram isto é ainda mais óbvio porque os seguidores são em grande número e as reacções são uma anedota.

O crime não compensa.

Então para que servem os grupos de bloggers?

Há diferentes tipos de pessoas nos grupos de bloggers.

Uns que apenas se querem auto-promover. Que partilham todos os artigos que escrevem e a cada comentário voltam a dizer qual é o blog. E ainda acrescentam “Segui. Retribua.” são os piores.

Uns que querem uma comunidade de entre-ajuda. Querem tirar dúvidas técnicas, procurar autores ou blogs para guest posts, alguma orientação para quem vai começar… Se puderes ajudar, ajuda. Se não puderes, indica quem possa. Se fores bom para os outros, os outros lembram-se e retribuem. Um grupo forte de bloggers vai partilhar contactos de designers, empresas de alojamento, agências, escritores, fotógrafos… todos ganham.

E depois há os que estão simplesmente por lá. Não escrevem, mas vão lendo. Podem-se tornar qualquer um dos outros dois tipos. Normalmente são do segundo tipo e começam com um comentário tímido do género “na semana passada a pessoa x perguntou isso. Talvez te possa ajudar.”

Idealmente cada grupo teria uma lista de apresentação membros em ficheiro, para poder ser encontrado depressa e editado em permanência.

  • Ana, tem um blog sobre viagens na Europa e um sobre maquilhagem.
  • Bruno, tem um blog sobre fazer Erasmus na Polónia.
  • Cátia é web designer.
  • Diogo tem um blog sobre culinária e um sobre a Serra da Estrela.
  • Elsa escreve sobre restaurantes e faz gestão de redes sociais.
  • Filipe faz traduções.

Cada um só segue quem quer, o que é melhor para todos.

Então afinal, como consigo ser lido?

Se quase ninguém te segue e ninguém te lê por obrigação, quer dizer que só te lê quem te encontrar pelos motores de busca e porque deixaste links em sítios relevantes. O público vai ser criado mais lentamente, mas de forma estável e segura. Para acelerar isso, basta fazeres textos melhores em termos de SEO.

Claro que se o blog não tiver um nicho, isso fica complicado. Por exemplo, este blog por enquanto parece muito focado em temas de blogosfera. Os artigos que sejam aqui publicados de OutSystems e Biztalk não vão interessar aos bloggers. Por isso é que os vou partilhar em grupos diferentes.

Quem googlar recursos para bloggers, vai encontrar imensos blogs e algures lá no fundo estará o meu. Serei um entre milhões a dizer o que se deve fazer. Quase ninguém me conhece e terei de fazer muito conteúdo e bom para me evidenciar.

Quem procurar os outros temas, mesmo havendo menos artigos aqui e não sendo o foco do blog, vai-me ver em posições melhores porque há menos gente a escrever sobre isso. Tenho menos concorrência nesses temas, e muitos dos interessados sabem que eu escrevo sobre o tema noutros sítios. É lógico um blog com o meu nome ter esses conteúdos. Quando aparecer o meu ,é provável que cliquem nele sem hesitação. Isso torna-me logo uma autoridade aos olhos do Google. Estou a tornar a minha reputação como profissional em reputação do blog.

Espero não ter sido muito confuso e que penses um bocado antes de passares horas a partilhar links com quem não vai ler.

Fotos usadas: Matthew Henry @ Burst

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Credibilidade
Agosto 22nd, 2018 Por nuno

A questão da credibilidade dos blogs tem sido recorrente. Até que ponto se pode confiar neste fonte de informação? É disso que se falará aqui.

Os blogs vieram revolucionar a Internet e a sociedade, permitindo a qualquer um escrever para todo o mundo. Enquanto no início eram pessoas inconscientes do impacto do que faziam, com o passar dos anos começaram a perceber o poder que isso representava. E enquanto uns escreviam o que sabiam e o que opinavam, outros partilhavam a sua ignorância, a sua burrice, ou a desinformação que queriam popularizar. Existem milhões de blogs e cobrem todos os temas inimagináveis. Uns são credíveis, outros são sarcásticos e outros são puro lixo.

Como ver a diferença?

Não é possível distinguir um blog bom dum mau pelo aspecto. Antes ainda se podia pensar que o número de visualizações e de comentários ajudariam a separar o trigo do joio, mas nesta era de notícias falsas e “alternativas” há milhões de pessoas a ver conteúdo falso e a tratá-lo como verdadeiro, contaminando o resto do mundo com desinformação e mentiras. Para saber mais sobre este tema, a Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet de 2018 vai ter uma sessão dedicada às fake news e desinformação. É em Aveiro já em Outubro.

No entanto há duas coisas que ninguém pode construir do zero:

Reputação – anos de trabalho árduo, de escrita regular, de referências noutros blogs, de artigos e livros publicados noutros sítios. Pode ser simulado, mas obriga a um investimento imenso de tempo e dinheiro.

Credibilidade – publicar a informação indicando as fontes. Um princípio do bom jornalismo é reportar a informação e a sua proveniência. Se não houver uma fonte, pode ter vindo da imaginação do autor. Se a fonte não parecer de confiança, provavelmente o autor deixou-se enganar.

Isso obriga o leitor a informar-se, a procurar outras fontes de informação e opiniões. Tanto é válido para relatos do que se passa na política internacional, como para a eficácia de um produto de beleza. Deve-se procurar várias fontes, analisar cada uma, e decidir.

É tudo uma questão de nome

Um blogger nunca terá a credibilidade inicial de um jornalista porque não tem a certificação oficial tripla de uma formação, uma carreira e um grupo editorial por trás a dar o empurrão e a visibilidade junto de milhares ou milhões. Mas com muito trabalho, pode chegar lá. Até porque a imprensa em vez de ser proactiva e investigadora, cada vez tenta ser mais reactiva e rápida a copiar os comunicados recebidos. Vai-se desleixando em termos de qualidade e de fiabilidade. Enquanto um(a) grande blogger tem como prioridade a verdade e o respeito pelos seus leitores.

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SEO Link building
Agosto 16th, 2018 Por nuno

Existem três pilares do SEO. Um é ter grande conteúdo. O segundo é ter um site que mostra esse conteúdo de forma rápida e legível (on-site optimization). O terceiro é ter links a apontar para nós (off-site optimization).

O propósito de cada sítio na web é ter visitas. É com visitas que se dá a conhecer marcas e produtos, que se gera receitas com anúncios ou se faz vendas de produtos e serviços. O ideal é ser o destino recomendado pelo Google para determinada pesquisa, mas há outras formas. A imediata é ter publicidade paga. Assim dão visibilidade ao produto/serviço e os interessados fazem uma visita. Claro que isso pode ter custos, por isso o melhor é ter gente que nos recomenda gratuitamente. Gente cujos sites ligam ao nosso quando se lhes fala do tema que dominamos.

Esses links são um dos parâmetros utilizados para ordenar opções numa página de resultados de pesquisa por isso quantos mais e melhores links tiverem, mais visitas por pesquisa terão. Também existem links maus, por isso muito cuidado com quem vos recomenda. Diz-se que até a má publicidade é publicidade, mas ser recomendado por pessoas duvidosas faz de nós duvidosos.

1. Antes dos links

Não adianta ter visitas se não tiveres nada para mostrar. Ter um site apresentável e com algum conteúdo é o ponto de partida. Meia dúzia de páginas é o suficiente como amostra do tipo de conteúdo. Para as etapas mais à frente um mínimo de vinte é ideal.

O site também vai precisar de estar no Google Search Console, de ter um robots.txt e um sitemap. Dessa forma garantes que o Google sabe que o site existe e tudo o que lá está para acesso público. Se isso for demasiado técnico, deixa para depois e fala comigo.

2. Links fáceis

A forma mais fácil de conseguir um link é criá-lo. Esse novo site estar nas redes sociais com os campos “site oficial” e “descrição” preenchido é meio caminho andado para ser conhecido. Facilita as partilhas, associa a palavras-chave e a palavra chega aos amigos. Escolhe bem em que redes faz sentido estares com este novo projecto.

E porque os clientes mais fáceis de conquistar são os que já se tem, se tiveres algum blog, lembra-te de avisar que escreves num novo sítio e descrever as diferenças. Porque devem os teus seguidores seguir o novo blog e como se distingue do antigo? Estes links são os alicerces de tudo. Se não tiveres um blog, pede aos teus amigos que escrevem sobre temas semelhantes. Se os entendidos no assunto dizem que há uma nova autoridade na Internet, quem quer saber disso vai estar atento.

3. Comentários generalistas

Depois de os teus espaços estarem a funcionar para o novo site, chega a altura de encontrar outros sites que possam ajudar. Este sistema não tem ganhos imediatos, mas é fácil e ajuda muito. Quando deixares comentários num blog, preenche o campo que pergunta qual é o teu link. Se o comentário foi de auto-promoção, é logo apagado como é óbvio, mas se for relevante, o proprietário deixa ficar. É mais um link.

Atenção que uma página com muitos links dá poucos créditos a cada um deles. E os links em comentários normalmente são identificados como irrelevantes para motores de busca. Só que está lá e alguém, algum dia, vai clicar.

4. Comentários da especialidade

Melhor só se o corpo do comentário for sobre o tema e referir uma página do teu site que trata o mesmo tema. Se uma pessoa tiver chegado àquele artigo procurando informação e o comentário estiver dentro do tema e apontar para um artigo semelhante, é muito provável que seja clicado. Mais uma vez, o link só vai ficar por lá se fizer sentido no âmbito do artigo. Nada de inventar.

5. Troca de links

Agora que já conheceste alguns blogs semelhantes e promoveste o teu espaço nas redes sociais, deves ter feito contacto com os grupos de bloggers. Principalmente LinkedIn e Facebook têm comunidades de bloggers que se promovem. A maioria das vezes são antros onde cada um faz a sua auto-promoção sem querer saber dos outros, mas há grupos melhores, com temáticas próprias, e é frequente arranjarem formas de se ajudarem.

A mais simples é com uma lista de blogs amigos, ou blogs relevantes para determinada temática. A que dá mais trabalho e mais retorno é rever os artigos já publicados e tentar encaixar links relevantes no texto. Como o proveito é para o destinatário, assegura-te que a outra pessoa sabe o que faz e terá o mesmo esforço contigo. Ou diz-lhe directamente em que artigo um link para ti ficaria bem.

6. Mostrar conhecimento I

Novamente, não adianta ter um site que ninguém conhece. Para se ter um destino que as pessoas querem visitar, é preciso mostrar credenciais. Para isso há duas formas. Uma delas é ir partilhando conhecimento em sites partilhados. Refiro-me à Wikipedia onde podes editar páginas para as enriquecer. Ao fim de algumas dezenas de páginas vai aparecer uma onde o teu artigo seria uma excelente referência para acrescentar. E como a Wikipedia é um site de boa reputação e todos os links das referências são validados, ter um link aí vale muito. Colocar links não adequados é imediatamente desfeito por outras pessoas e danifica a reputação do editor por isso só podes colocar links para artigos relacionados e que estejam muito bem escritos.

Outro site muito útil para isso é o Quora onde as pessoas colocam questões em busca de respostas. O Quora tem um algoritmo para saber que temas nos interessam. Mostra respostas e pede ajuda a responder dentro dessas áreas. Nos temas que dominas, podes dar uma resposta breve e referir o artigo onde essa mesma questão está mais explorada.

Por exemplo, este artigo escrito em Agosto é o perfeito complemento para uma resposta que dei em Abril sobre como aumentar as visitas a um site. Claro que assim que possível, fui editar a resposta para a melhorar e incluí o link.

7. Mostrar conhecimento II

Se não quiseres criar um perfil nestes sites e estar sempre a ver como podes contribuir, porque não contribuíres uma só vez para sites e blogs? Há sempre gente disposta a receber artigos de autores convidados.

Nesse caso estás a ceder o teu tempo e conhecimento (e um artigo que podia estar no teu site) a outra pessoa, mas alargas a área de influência. Ganhas visibilidade entre os seguidores desse site.

Fazer um artigo gigante com três mil palavras e dez links de referências é perfeito. Contudo, não é a única forma de conseguires essas vagas. Por vezes há artigos que pedem elementos para uma lista. Se tens um blog de culinária e alguém quer “as dez melhores receitas de bacalhau”, podes contribuir com uma muito boa. E deixar o link para a tua secção de receitas com bacalhau.

Nem sempre tem de ser diretamente relacionado. O proprietário do site até deve preferir ter visões diferentes e complementares. Para participar em artigos como “rotinas saudáveis para começar o dia”:

  • um nutricionista faz comentários sobre o que não pode faltar num pequeno-almoço equilibrado. Aponta para o seu site de receitas onde aceita marcação de consultas;
  • o personal trainer diz que exercícios físicos fazer ao sair da cama. Aponta para a página de marcações;
  • o blog de maternidade diz o que se deve ter pronto antes de acordar as crianças. Com o link para a categoria Crianças;
  • o blog melómano recomenda um programa de rádio para ouvir na viagem de carro;
  • alguém recomenda podcasts para se ouvir em viagens de metro e autocarro;
  • ….

Dá para encaixar artigos muito variados. Isso demora menos tempo (costumam ser 150 a 300 palavras) e não se sacrifica um artigo bom inteiro, mas também dá menos visibilidade porque o palco é partilhado.

8. Trazer conhecimento

Que tal fazer o inverso? De mesma forma que ao escrever para outros lhes estás a dar o teu conhecimento em troca de um link, se os outros escreverem para ti, o teu espaço ganha conteúdo de qualidade. E vai ser promovido pelo(s) autor(es) chegando a mais gente.

Para conseguires autores de qualidade precisas de ter um site já com algum estatuto. Quem anda nisto há algum tempo não vai perder o seu tempo a escrever para um site que não dará visibilidade. Se o site ainda não for reputado, tem pelo menos de transparecer profissionalismo e que será de referência num futuro próximo.

9. Conquistar links

Sejamos honestos, depender dos outros é uma trabalheira. Mas há uma forma de melhorar o sistema de troca de links para funcionar a nosso favor. Se tiveres uma ideia genial em que todos queiram participar.

Por exemplo “vamos todos fazer uma refeição vegan”, “vamos todos fotografar a nossa praia de infância”, “quem tem o mais louco ritual de aniversário”?

As outras pessoas vão fazer um post no seu blog com um link para aquele artigo onde o desafio foi lançado. Toda a visibilidade que esses posts tenham vai ser redireccionada para o artigo original. Se esse artigo tiver links para todos os posts, a visibilidade que cada um tem de volta será mínima. Mas quantos mais participarem melhor para o grupo.

Se o conseguires distribuir no tempo, facilita a vida dos intervenientes e aumenta o interesse.

Um exemplo de muito sucesso foi o “6 on 6” do Viver a Viajar onde mensalmente 6 bloggers fotografavam um tema comum. Com um número razoável de participantes, um espaçamento confortável entre publicações e links de todos para todos, é o formato ideal. O que ganhou a autora de especial? O link acima. Todas as referências a este projecto vão acabar por ir dar a um só artigo num só blog.

Também podem ser desafios que vão rodando por várias pessoas. Como o canal SyFy fez no seu desafio blogger-a-week onde todas as semanas um blogger diferente só via esse canal. O canal foi falado em vários blogs da especialidade, ganhou audiências e não teve qualquer custo com semanas consecutivas de promoção.

10. Moderação

Obviamente no início terás muita vontade de fazer tudo isto, só que depois a preguiça e a falta de ideias ganham. Por isso é importante definir algumas regras.

Frequência de publicação. Para ter conteúdos, é fundamental ter uma agenda e um tempo reservado para escrever. É melhor fazer um artigo por semana todo o ano do que dez na primeira semana e depois desaparecer. Claro que isso depende de muitos factores e se for um passatempo não pode tirar tempo ao resto, mas é importante saber que se tem a obrigação de dar conteúdo relevante e perceptível.

O Google desconfia se tiveres muitos links de repente. Por isso, sejam comentários ou links em outros sites, não exageres. Fá-lo regularmente e de forma natural para não cansares nem as pessoas nem as máquinas.

Quanto a links vindos de outras pessoas, se o puderes controlar agendando quando cada um publica, excelente. Se não tiveres controlo sobre isso, vai adiando os que controlas para dias menos bons.

 

Espero que esta lista seja tão útil que deixes um link para este artigo sempre que te perguntem como conseguir links. Porque se o conteúdo tiver qualidade, os links surgem.

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Logotipo Google Adsense
Agosto 11th, 2018 Por nuno

Adsense é a ferramenta Google que permite ganhar dinheiro com anúncios. Tem muitas regras e não dá muito dinheiro, mas é a mais fácil para começar.

Quem tem um site tem sempre algumas despesas. Os mais profissionais têm gente contratada para gerir redes sociais, para criar conteúdos em texto, imagem ou vídeo. Muitos gastam em logótipos, temas e imagens. Mesmo que não queiram gastar em domínio e alojamento, é provável que tenham comprado o computador onde escrevem. Por isso é fundamental conseguir fazer dinheiro com o blog.

Como fazer dinheiro com um site

Não há uma forma ideal de fazer dinheiro com blogs porque cada caso é diferente. Mas temos uma ideia do que funciona para os outros. As formas mais comuns são:

  • Conteúdo patrocinado: escreves sobre produtos, marcas, locais e eventos e és pago por isso. Isso obriga a ter muitas visitas e a ser uma autoridade na área, pelo que demora a atingir esse estatuto.
  • Venda de produtos/serviço: Se tiveres um produto teu (livros, artesanato) ou um serviço (fotografia, maquilhagem, consultoria) que possas vender, se fores representantes de uma marca (cosméticos, perfumes, recipientes) ou se fores afiliado e ganhares à comissão, podes fazer muito dinheiro. Ou nada se não conseguires vender.
  • Anúncios: a forma mais fácil de fazer dinheiro é com a venda de espaço publicitário. Alguns programas pagam mesmo bem, mas obrigam a ter muitos milhares de visitas todos os meses. O Google Adsense é dos mais simples para quem quer começar porque não tem mínimos e, como a Google sabe tudo sobre todos, decide sem ajuda o tipo de produto que deves mostrar. E quanto mais crescer o blog, mas dinheiro fazes. Se não quiseres pensar muito, é este o programa ideal.

Tipos de anúncio Adsense

Os anúncios têm vários formatos.

  • Os anúncios de texto são os tradicionais, apenas compostos por texto. Um anúncio de texto normalmente inclui um título, que é também o link para a página anunciada, uma ou duas linhas de texto, e o endereço do website.
  • Os anúncios de visualização incluem imagens. Podem ser quadrados, banners horizontais ou verticais e são muito populares porque na teoria convertem mais.
  • Os anúncios multimédia são mais complexos. Incluem vídeos, jogos flash e tudo mais o que peça interacção do visitante.

Existem alguns outros formatos específicos, por exemplo para mobile, mas estes são os básicos e os que importam para começar.

O que dá dinheiro

Aqui há 3 opções que os anunciantes escolhem para promover os seus produtos. Por visualização, por clique e por aquisição.

Por visualização significa que há um pagamento por cada vez que o anúncio é exibido. Mostrar algumas vezes não faz diferença, mas aos milhares começa a dar uns cêntimos. E se tiveres várias páginas com milhares de visualizações, o dinheiro começa a pingar na conta.

Por clique é mais exigente. O anunciante não paga para que o anúncio seja visto, mas para que seja clicado. Paga por cada visita que o teu site mande para o site destino. Se for um anúncio de passatempos ou descontos é muito provável que a pessoa clique. Claro que se o anúncio estiver mau e ninguém carregar, o dinheiro é zero. A Google dá uma ajuda e obriga-os a pagar mais por um mau anúncio, por isso os anunciantes vão ter cuidado, mas caso não tenham, podes sempre bloquear.

Por aquisição ou conversão é o mais interessante para colocar em artigos específicos. Aqui ganhas um valor por cada venda feita no site. Se venderes um cd ou uma camisola se calhar são uns cêntimos, mas podes vender um quarto de hotel por alguns euros ou um carro por uma centena. Se não venderes nada, é um zero. Daí ser importante estar enquadrado num artigo relevante.

Como começar no AdSense

Para inscrever no Google AdSense são precisas apenas três coisas.

  • Uma conta Google (endereço gmail, conta no Blogspot ou algo na Google)
  • Um local com conteúdo original (o vosso blog ou Youtube)
  • Uma morada e telefone válidos. Mais tarde quando tiveres dinheiro para receber o Google vai pedir o IBAN. O montante vai ser transferido para a tua conta bancária e precisas de dar uma morada e número de telefone que estejam associados a essa conta.

Depois é só confirmares que o site é teu com um bocadinho de código (já o deves ter colocado via Search Console).

Como sei que me vão aprovar no programa Adsense?

Quase toda a gente já ouviu histórias de terror sobre a aprovação neste programa. O processo de aprovação é quase sempre automático. Todavia, o Google por vezes demora semanas a responder. Outras vezes é muito rápido a dizer não. O que é importante ter:

  • Um site com alguns meses e com vários posts. Mostra que estás aqui há algum tempo e que não vais desistir brevemente. Uns 25 artigos ao longo de 3 meses devem bastar.
  • Conteúdo de qualidade, que as pessoas leem por muito tempo e com links para mais conteúdo de qualidade. Pensa em artigos com imagens e mais de 300 palavras. Uma média de 3 links em cada artigo e pelo menos um deles não ser interno (os internos são dentro do mesmo blog).
  • Uma página Sobre, uma com Termos e Condições e outra com Política de Privacidade. Também é conveniente ter algum tipo de página de contacto.
  • Ter um site rápido, bonito e com domínio próprio.
  • Não ter anúncios de outros serviços, não ter conteúdo adulto, ilegal ou polémico. Ter os artigos patrocinados devidamente assinalados.

Podes falhar em alguns destes pontos e ser aprovado. Mas se fores recusado, valida estes pontos antes de te queixares.

Como colocar Google Adsense no blog

Se fores blogspot há uma secção “ganhos” na coluna esquerda onde podes configurar tudo o que está relacionado com Google Adsense sem complicações. Se fores WordPress ou outro serviço profissional, existem plugins para isso. Se for um site feito à mão, terás de colocar os anúncios à mão.

E o dinheiro?

O dinheiro vai começar a chegar lentamente. Nuns meses melhor, noutros pior. Quando chegares aos 70€ recebes a tua parte. Pode ser todos os meses, pode demorar uns anos. Pode nunca chegar a esse montante. Não tentes vigarizar o sistema que a Google descobre e retira todos os ganhos.

Se fores dos sortudos com 300000 visitas mensais a Google passa-te para o nível seguinte do Adsense. Antes disso provavelmente já terás saído para um concorrente.

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HTTPS://www.
Junho 1st, 2018 Por nuno

Neste post será detalhado o que é o http, o https, o certificado, e como tudo isso contribui para uma internet mais segura e para a reputação de um site. Se fores blogspot também explica como podes ter um blog seguro com apenas um clique.

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how to start a blog
Julho 14th, 2017 Por nuno

Interessados em começar um blog? Existem vários fatores a ter em conta quando se prepara um blog. Neste artigo é feito um levantamento de tudo o que é preciso pensar antes de se ter um blog a funcionar. Por isso, antes de pegarem no computador para escrever, aqui ficam as ideias mais importantes.

Essa lista tem oito passos fundamentais:

  • Escolher o assunto
  • Escolher onde alojar
  • Escolher um tema
  • Escolher um nome
  • Formar uma equipa
  • Definir plano de actividades e calendário de publicação
  • Analíticas
  • Monetização

Escolher o assunto

O mais importante antes de começar um blog é decidir o tema em que nos vamos focar. O ideal é que se fale de algo que se perceba e que se adore. Os motivos são óbvios. Devemos falar do que sabemos porque só assim estamos a contribuir com algo para quem nos visita. Se não soubermos o que estamos a escrever, a solução é copiar o que já foi dito por alguém. Se apenas repetirmos o que os outros disseram, os outros ganham por antiguidade. Se tentarmos falar de algo novo sem perceber, os leitores perceberão que é uma treta e procurarão outra fonte. Um leitor enganado uma vez é um leitor perdido para sempre. E finalmente terá de ser um tema que se adore porque vamos passar muito tempo nesse blog e a escrever para ele. Se for uma obrigação, o cansaço vencerá.

Como inspiração vejam a lista de temas para escrever num blog, mas pensem em algo diferente.

Escolher onde alojar

Esta parte será das mais importantes pois é a casa do blog e é normal depois haver preguiça e resistência à mudança, havendo até quem prefira começar um novo blog a migrar o que já tem. O alojamento é onde o blog fica guardado por isso é importante ter velocidade e espaço.
Existem vários serviços a permitir que se comece um blog imediatamente. O Blogger da Google, os Blogs Sapo, o Live Journal, o Medium, o Tumblr ou o WordPress.com são os exemplos mais populares. Aí basta escolher o nome, o domínio e começar a escrever.

Uma alternativa para quem quer algo mais sério é adquirir um alojamento próprio e usar serviços como o Drupal, Joomla!, WordPress.org, que permitem montar o próprio site. Quanto ao alojamento, existem imensas ofertas como Amen, Flexi, GoDaddy, Iberweb, One, WebTuga… Cada um tem os seus truques, o seu serviço, o seu preço e o seu serviço de apoio ao cliente pelo que o ideal é procurarem recomendações junto dos vossos amigos antes de se comprometerem (e pagarem) com um deles.

Antes de começarem é preciso saberem do que precisam (espaço, tráfego, disponibilidade, localização, etc.), saberem bem o que eles oferecem (se não estiver escrito, não acreditem, se estiver escrito e eles não cumprirem, exijam) e comparar sempre. Mostrem que estão informados antes de avançarem. Em alguns casos isso até pode conseguir-vos um desconto.

Por falar em descontos, muito cuidado com o preço real. Normalmente o primeiro ano é um valor mínimo e depois duplica ou triplica.

E garantam sempre que existem backups automáticos ou uma forma fácil de fazerem vocês semanalmente. Os acidentes acontecem e não só aos outros.

Escolher um tema

O tema é o aspecto gráfico do blog, o seu visual. Esta será a parte mais fácil pois podem sempre mudar mais tarde. Claro que farão o logótipo em função do tema por isso convém acertarem à primeira no que será a vossa “cara”.

Seja alojamento gratuito ou pago, existem sempre alguns temas disponíveis para começar. Podem procurar na Internet entre milhares de outros, gratuitos ou pagos, ou contratar alguém para vos fazer um personalizado. Muito cuidado é com configurações que estão escondidas no tema pois podem ter de corrigir dados como autor, localização, assunto, idade recomendada para os leitores… Não impede o blog de funcionar, mas ajuda e muito a posicioná-lo bem nos motores de busca.

Escolher um nome

A decisão mais difícil para um blogger é o nome a adotar para o espaço. Por vezes sai algo natural derivado do próprio tema, ou algo mais pessoal como uma alcunha de infância. É uma decisão pessoal e não se pode dizer que alguém nos consiga ajudar sem nos conhecer muito bem, mas aqui ficam umas dicas:

Tem de simples

Se começam a pensar em siglas de tudo o que vão falar, se utilizam números pelo meio, se trocam c por k e s por z, alguém vai escrever mal e vai parar a um concorrente.

Não pode ser confuso

Novamente, se são Cátia e já existe um BlogDaCátia popular, não façam BlogDaKátia, nem BlogDaKaty. Terão de ir para OEspaçoDaCátia, DiárioDaCátia, CátiaOnline. Se estes nomes são uma treta, tivessem pensado nisso antes da outra Cátia.

Tem de ser óbvio

Quem chega ao blog tem de perceber pelo nome do que trata ou de quem é. Se o nome é sapatos, tem de falar de sapatos, não de maquilhagem. Se é Antestreia, não vai falar de viagens, mas de cinema.

Tem de estar disponível

Esta é a parte chata. O nome que procuram para ser vosso tem de estar livre. E os nomes bons já foram ocupados há muito. A solução pode ser arranjar outro alojamento (caso seja, no wordpress.com, blogger, sapo,…) ou procurarem um nome que tenha o domínio livre. O ideal é sempre terem o vosso próprio domínio porque um dia vão querer que o blog seja mais do que um omeublog.wordpress.com, um omeublog.blogs.sapo.pt ou omeublog.bogspot.com. Vão querer o omeublog.pt ou omeublog.com. Mais vale tratarem já disso e garantirem que ficam com o nome que querem o mais cedo possível. Deixem que sejam os próximos a ter a dor de cabeça.

Tem de ser curto

Os nomes ideais têm 6 a 12 letras. A maior parte dos bons já estão ocupados por isso podem ter de ir ver algo até aos 15, mas evitem passar disso. Se for demasiado longo ninguém vai querer escrever tanto.

Tem de ser fácil de escrever

Mais do que ser simples, curto e sem letras estranhas, conseguem escrever o nome sem trocarem as teclas? É um teste fácil de fazer (escrevam 10 vezes seguidas num programa de texto) e caso vejam que vocês, a pessoa que mais usa o nome, se enganou, procurem outro nome. Um leitor frustrado não será uma visita agradável.
Procurem novos nomes no NameMesh.com e no Panabee.com. São ferramentas fáceis de usar e divertidas.

Formar uma equipa

Um grande blog tem uma equipa com vários escritores, fotógrafos, editores de vídeo, designers… A maioria dos casos não precisam disso. Quando começamos um blog, podemos achar que sozinhos fazemos tudo. Esqueçam. Mais cedo ou mais tarde vão precisar de ajuda e mais vale falar já com essas pessoas para elas não se aborrecerem por não terem sido envolvidas antes. Se conhecem outros bloggers e gostariam de ter textos deles um dia, “olá, comecei um blog e quando for popular vou-te pedir um post”. Se têm um amigo com jeito para a fotografia, “Olha, vou começar um blog e gostava de um dia usar fotografias tuas”. Se por acaso até têm um amigo com jeito para os computadores, “só para ficares prevenido, vou começar um blog. Vou tentar comprar o domínio e alojamento sem ajuda, mas se precisar depois chateio-te”.

Quem vos quiser ajudar, dirá logo “quando quiseres” e estará disponível no imediato ou que para a semana é melhor. Quem não quiser dirá “depois vemos”. Assim ficam logo a saber quem não está disponível e podem começar a procurar outras pessoas com tempo.

Se o blog já vai ser partilhado, definam logo o que cada um faz e quando. E decidam o que farão se um dia se chatearem. Quando chegar a hora é melhor para todos que isso esteja falado ou seria mais um motivo para discussão.

Definir plano de actividades e calendário de publicação

Seja um blog individual ou de uma equipa, é importante ter um plano e o calendário é a melhor forma de o começar. Vejam as datas importantes que se avizinham, para vocês, para a vossa terra, para a vossa temática. Antecipem o que vão fazer para celebrar essas datas.

Numa lógica mais regular, decidam o que fazer em cada dia. Em que dias da semana publicam? Que tipos de conteúdos? Uma fotografia à Segunda-feira, um vídeo à Quarta e um texto à Sexta? Um pouco de humor para o fim-de-semana? E a publicação é de manhã, à tarde ou à noite? Definam uma rotina e cumpram-na. É a melhor forma de publicarem sem nervos porque antecipam a criação tendo em vista a data limite.

Analíticas

A maioria dos bloggers só se preocupam com as estatísticas reais de visitas quando precisam de as apresentar para uma parceria. Não percam a oportunidade de controlar quem vos visita e de verem os números crescerem desde o primeiro momento. Existem contadores de vários tipos e há várias ferramentas gratuitas que vos dão tudo o que precisam. Google Analytics é um dos melhores e não terão de se preocupar por muito tempo com isso. Experimentem.

Monetização

Quando chegar a altura de fazer dinheiro vão precisar de saber o que querem. A possibilidade de alguém vos dar dinheiro tira a capacidade de pensar pelo que convém ter tido decidido e escrito antes. Que marcas gostariam de ver representadas no blog? Quais se recusam a ter? Quanto querem por um post patrocinado? Qual é o máximo de post patrocinados que aceitam por mês?

Além disso há a questão dos simples anúncios no blog. Onde os querem colocar?

Se estiver tudo decidido ao início fica muito mais fácil. Vão mudar de opinião várias vezes e reagir ao mercado e às opiniões dos leitores, mas já é um ponto de partida.

 

Com tudo isto pensado, começar um blog vai ser muito mais fácil.

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