Outubro 2nd, 2018 Por nuno

Quando se regista um domínio, são-nos pedidos vários dados pessoais. Nome, morada, número de identificação fiscal, telefone e email. Sendo uma empresa oficial a pedir, não faz mal, certo? Pois, o problema é que também aqui é importante frisar que os dados não são para partilhar com o mundo.

A nova lei de proteção de dados da União Europeia (o célebre RGPD/GDPR que entrou em vigor a 25 de Maio de 2018) exige isso, mas estima-se que quem fornece o serviço ainda demore um ano até conseguir implementar as alterações. É que uma das regras da Internet diz que a informação é de todos e o ICANN, a organização que gere a Internet, não se conseguiu adaptar nos dois anos que foram dados para as empresas se prepararem e ajustarem processos. A verdade é que poucas empresas europeias fizeram algo antes de 2018, porque seriam os outros diferentes?

Como sei o que estou a mostrar?

Quando queres saber quem gere um site, o normal é procurares a secção “Sobre Nós”. Mas isso é a versão pública e bonita e pode ser falsa.

Há um serviço que diz exatamente quem registou cada domínio desde o primeiro momento, sem esperar que haja um site. O nome é “WHOIS”. Como “who is” ou, em português, “quem é”?

Normalmente essa opção surge quando se quer registar um domínio. Tens uma caixa de texto para escreveres omeunovodominio.pt, Carregas no botão “Pesquisar” e depois ou diz “está disponível, compra já” ou diz “o domínio desejado já está registado”. E ainda que possas não ter reparado, em muitos sites tem um botão a dizer WHOIS. E aí está a verdade.

O DNS.PT é amigo

DNS.PT foco no WHOIS

Vamos ver o exemplo português. O DNS.pt é a entidade que gere os domínios .pt todos. É quem garante que não existem sites com nomes de palavrão, que uma pessoa não regista a marca de outra pessoa e que o proprietário dos domínios com nomes de localidades, rios e semelhantes é a autoridade governamental correspondente. Existem mais regras, mas estas são as principais.

Ora se fores a DNS.pt tens logo um grande Pesquisar. Vamos testar algo fácil. Sapo.pt. Esse está ocupado, mas por quem?

O WHOIS diz que é pela MEO com todas as informações desejadas e algumas incompreensíveis.

Se tiveres um domínio terminado em .pt confirma se não está disponível essa mesma informação sobre ti.

Se tem informação que não é tua, é porque quem registou por ti usou os próprios dados. Exige que o transfiram para teu nome imediatamente. Tu pagaste por ele, é teu. Se não o souberem fazer (sim, há empresas que registam domínios sem saber o que fazem) exige o código de transferência e passa-o para a minha empresa. São 16 euros por ano que é um pouco mais do que o preço normal, mas eu ajudo com tudo o resto. Sendo um blogger há 15 anos e tendo gerido mais de 300 domínios diferentes em quatro continentes, sei que consigo ajudar com qualquer possível problema.

Se já disser “informação confidencial”, sorte tua. Deve estar bem. Mas pode estar em nome da empresa a que compraste. Vê o ponto seguinte para confirmar.

Para ficar anónimo, só é preciso um clique.

Vai a DNS.pt. Escolhe “Área Reservada” no topo. Para entrares usa o teu login e password.

O nome de utilizador, nic-handle, podes encontrar na conta de email que usaste para comprar o domínio. Na data de registo de domínio (podes ver isso no WHOIS se não te lembrares) tens um email de “request@dns.pt” com assunto “Abertura de Contacto”. Aquele NIC-handle no final do email (tem as tuas iniciais, uns números e depois mais umas letras) é o login. Como é a primeira vez que vês isto, deve ter também um link para definires a password.

Se não tens esse email, é porque nunca o recebeste ou porque o apagaste. Por sorte no formulário de login deixa recuperar nome de utilizador por NIF e esse sabes. Pede o utilizador e faz o que diz no email para entrares.

Se o dns.pt não conhecer o teu NIF, é porque o domínio não está registado em teu nome… Já disse o que tens de fazer. Exigir o código de transferência e passar para mim.

Depois de entrares, tens do lado direito a opção Editar Dados. A última caixa é WHOIS privado. Escolhe editar, coloca um pisco, salva e já está. Se fores ao whois novamente está em nome de Dados Confidenciais.

Quem precisar de te contactar vai ter formas como o fazer (é dado um endereço de email provisório) mas há um filtro. É bem melhor do que ter todos os dados à vista do mundo nesta lista telefónica demasiado completa.

É preciso fazer isto?

Não. A partir de dia 25 de Maio esconder a informação deve ser a opção por defeito para cidadãos a nível individual. Podes optar por mostrar se quiseres ter os fãs à porta.

Mas e se o teu blog for uma empresa? Se registares o blog como negócio, os dados da empresa não são abrangidos por essa lei e podem ficar visíveis para todos. Por isso é importante saber como fazer.

E se o meu domínio for .com, .net ou outra coisa?

As coisas não são tão fáceis fora de Portugal porque não há uma entidade centralizadora. Aí há outras formas de fazer isso que normalmente envolvem contratar um serviço de anonimato. Pode ficar por 6 a 10€ anuais, mas isso vai mudar brevemente com a nova lei por isso é muito cedo para fazer planos para daqui a um ano. A maioria dos vendedores (REGISTRARs) já oculta os dados dos clientes europeus e os outros devem estar quase.

Atenção que comprar o anonimato deve incluir mais trabalho. Como validações regulares de identidade e contacto. Se não responderes podem apagar a conta e lá ficam os dados do domínio públicos. Nos .co.uk era muito irritante. Por eu ser estrangeiro tinha confirmações mensais. Nos .com costuma ser apenas uma vez por ano, cerca de um mês depois do registo inicial.

Se está na altura de renovares, pede esse extra por um ano. Por vezes há um ano de oferta, mas desconfio que essa oferta já acabou ou está para breve. Com a obrigatoriedade de anonimato vão simplesmente subir o preço base e “oferecer” o serviço.

Não costumo vender domínios além de .pt, mas tenho mais de uma centena .com na minha empresa. O que sugiro é o que ainda acima disse ser errado para os .pt. O domínio fica registado como sendo da minha empresa para eu ir fazendo essa confirmação. Quando quiseres mudar, é só pedires o código de transferência. Mas estou confiante que nunca vais querer mudar.

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Carruagem vazia
Setembro 5th, 2018 Por nuno

Numa era em que todos querem visitas, seguidores e comentários, tenciono explicar porque não deves querer disso. Pelo menos não deve ser o teu foco.

Este artigo é longo e pode ser polémico em alguns pontos. Muitas das pessoas que o leiam vão-se sentir ofendidas. A discussão está aberta.

Chegamos a um qualquer grupo de bloggers amadores no Facebook e estão todos a propor troca de comentários, de likes ou de seguidores. Isso causa calafrios pois todos esses blogs estão a trabalhar arduamente… a escavarem um buraco para se enfiarem. Vou explicar passo a passo as vantagens e desvantagens de seguidores/likes e comentários. Basicamente, para dizer quão mau isso pode ser para um site.

Os meus argumentos

O objetivo de quem tem um blog é ser lido. São as leituras que dão seguidores, dão visibilidade, dão origem a parcerias. Mas as visitas erradas fazem o oposto. Por exemplo, se estiveres numa cidade desconhecida e não tiveres bateria no telemóvel para ver os restaurantes recomendados, o que podes fazer? Olhas para eles. Se estiverem vazios são de fugir. Se tiverem muita gente confias que é bom. Mas se tiverem gente a mais, gente com mau aspecto e gente que levou a sua própria comida, não é de desconfiar?

É exactamente o mesmo nos blogs. Quando se tem gente a mais, o servidor fica lento prejudicando os leitores. Se não estão lá para comer/ler, então que cedam o lugar a quem te vai dar dinheiro. A secção de comentários é onde as pessoas avaliam os artigos e conseguem informações complementares. Os comentários irrelevantes encaixam na metáfora dos clientes com mau aspecto. Se escondem os comentários úteis, tornam o artigo menos útil. Os comentários auto-promocionais são os que levam a própria comida. Se estão lá para falar deles mesmos, querem-te roubar leitores.

Isto tudo em conjunto, parece que é uma selva descontrolada.

Contra-argumentação

Não há “visitas a mais”!

Podes sempre dizer que não são assim tantos e o servidor aguenta. Verdade. Mas quem vai lá só para colar o comentário não perdeu tempo a ler. Para o Google isso é interpretado como “o artigo não interessou”. Se 3 pessoas passam lá 6 minutos e 50 passam 20 segundos, o tempo médio na página é de 40 segundos. Conclusão do Google: “Este artigo devia ser lido em três minutos, as pessoas passam lá menos de um, é porque não é relevante. Vamos mostrar estes outros 50 artigos sobre o tema primeiro.” E lá vai o teu trabalho para o esquecimento.

Mas no outro artigo sobre SEO disseste que eu tinha de deixar comentários com links!

E continuo a dizer que é importante deixar comentários com links para se começar a ser conhecido. Mas podemos ser conhecidos como uma pessoa que está nos locais certos à hora certa e sabe do que fala, ou como aquele emplastro que está em todo o lado e não serve para nada.

Queres deixar comentários úteis, que acrescentem algo à discussão e provem que sabes do tema. Podes fazer apenas “Eu concordo com quase tudo, mas discordo no ponto 2 porque x y e z.”. Isto contribui para a discussão.

Podes ajudar terceiros com “Li este estudo em (link) que confirma a tua opinião”. O autor pode querer, no futuro, acrescentar essa informação ao artigo, e provavelmente vai referir a tua contribuição com um link para o teu blog. Links no artigo contam bem mais do que nos comentários.

Ou podes simplesmente dizer “Também escrevi sobre esse tema em (link de artigo)”. Não ajuda muito, mas é provável que fique por lá e dê algumas visitas de pessoas interessadas nesse tema.

Quem escreve “Gostei. Lê o meu blog (link).” ou “Adorei este artigo sobre submarinos. Lé o meu sobre candeeiros.“ vai ser ignorado e provavelmente apagado. Comentários que não ajudam o leitor, não interessam. Haver um comentário mau no meio de vários bons até pode passar despercebido. Quando é o comentário útil que está no meio dos maus, a secção de comentários tornou-se inútil. Só deixa ficar esse tipo de comentários irrelevantes quem também os faz e portanto um blog sem grande futuro a ajudar outro blog sem grande futuro.

Mas o que pode haver contra ter seguidores nas redes sociais?

De certeza que já ouviste falar do temível “algoritmo”. Longe vai o tempo em que numa rede social se via todo o conteúdo de forma cronológica. Agora, para nos “ajudarem”, mostram cada vez menos e por uma ordem indefinida. Com base nas reacções dos utilizadores de forma individual e colectiva, o Facebook/Instagram mostra os conteúdos mais relevantes. O Twitter é mais honesto e mostra tudo, mas também só nos manda notificações para alguns conteúdos principais. O resto fica basicamente perdido no oceano de mensagens.

O algoritmo em termos simples

Provavelmente tens uns 500 amigos no Facebook. As publicações que vês são sempre dos mesmos 50, ocasionalmente com uma ou outra de um grupo de 100 outros amigos e todos os outros só reparas que existem quando casam ou fazem anos? É o algoritmo. Com base nas reacções que tens às publicações das pessoas, a página sabe quem gostas de ler. Por isso vês sempre os mesmos 50. Com base no que os outros reagem, o Facebook avisa-te que alguém que não vês há muito fez algo diferente. Se foste o único a não dar os parabéns por 2 anos e não comentaste a mudança de emprego, provavelmente também não te vai mostrar a foto junto ao Coliseu de Roma. Asume que não queres saber e tem razão. E assim metade dos contactos caem no esquecimento.

De vez em quando aparece uma excepção, para confirmar se mudaste de gosto e ao mesmo tempo para dar diversidade ao perfil, mas a partir do momento que se tem um círculo definido, é muito difícil algo mais entrar nessa bolha. Vês mais depressa as publicações de pessoas que estão no mesmo grupo Facebook (porque comentam as mesmas publicações, fazem partilhas semelhantes), do que do colega de carteira da primária que sabe todos os teus segredos. Porque o Facebook diz que vocês não são iguais.

O algoritmo nas páginas

O mesmo se aplica às páginas. Podes ter feito gosto em dez páginas de lojas de sapatos. Se só fazes gosto às publicações divertidas de uma, o Facebook vai evitar mostrar-te as outras. Até que essa página faça um anúncio. Aí o Facebook lembra-se que gostas daquele produto e então já contas para ter um alcance de duzentas mil pessoas interessadas. E na verdade até é provável que compres, mas não é a tua marca favorita. As marcas terão de investir em marketing para que os seguidores partilhem organicamente. Aí não interessa se gostas da marca. O teu amigo gostou, logo tu deves gostar. E assim se ganham seguidores e clientes.

Pode ser psicologia barata, mas na verdade são feitos testes constantemente com milhões de pessoas. Cada publicação que vês ou deixas de ver é um teste. Cada partilha, comentário, reacção, ou clique, conta para definir o teu perfil de leitor e o perfil de influenciador do teu amigo. Big brother is watching you.

Vamos aplicar isto a uma página pessoal, como um blog.

Partilha orgânica

Primeiro com moderação. Se tiveres 200 seguidores (é normal se conseguires manipular os 500 amigos) e fizeres uma publicação, uns 20 recebem a publicação. Porque o título é engraçado, a foto está gira, ou por obrigação, 5 fazem um like. O Facebook gostou da reacção, acha que funcionou bem e manda para mais 10. Aqui só mais 1 gosto. O Facebook ainda vai tentar mandar para mais 5, mas se não houver algo viral, a publicação morreu por aí. Daqui a uma semana mais 2 ou 3 pessoas vão ver, e terminou esse ciclo de vida. Chegou a umas 40 pessoas e teve reacções de meia dúzia.

Partilha no teu perfil pessoal a ver se chegas a mais 50. Aí é o teu perfil de influenciador digital que está a dar credibilidade à página. Se for um bom link ganhas mais credibilidade como pessoa e como autor. Se for mau, vão ambos ao fundo.

Partilhas num grupo relacionado com o tema. Isto é como os comentários nos blogs. Se for relevante, tem cliques. Talvez alguém partilhe noutro grupo ou marque amigos interessados no tema. Lentamente vai chegando a gente interessada no blog.

Resumidamente, os teus leitores fiéis vão vendo o contudo regularmente, partilham com amigos que por terem um gosto semelhante também reagem bem. Um crescimento sustentado e com pessoas que são potenciais clientes.

Se o blog não tiver um nicho, algumas pessoas podem não gostar de algum conteúdo, mas no panorama geral vão lendo de vez em quando que é o que importa. E quando lá chegam, acabam por espreitar mais alguns artigos relacionados.

Partilha forçada

Agora vamos ver no modo “pessoa maluca a gritar no meio da rua”. Se forçaste 1000 pessoas a seguirem a tua página, aquela primeira partilha vai para 100 pessoas. Mesmo que 10 dos teus amigos façam Gosto, quem está lá por obrigação não vai carregar. Não ligam ao tema. A eficácia desceu de 25% para 10%. Ter 5 em 20 é melhor que 10 em 100. O Facebook talvez mande para mais 30 pessoas. Se não acertar na mouche nos teus amigos, acabou.

Como não pareceu suficiente, vais para um grupo com 10000 pessoas e partilhas o link. O Facebook mostra a uma centena de membros e nenhum reage. Ai ai. As pessoas vão entrando no grupo e a publicação está lá. Passam por ela sem reagir. Mil pessoas a passarem pelo link e nenhum clique. Agora é que o Facebook te acha um autor da treta. 1130 pessoas e só 5 reacções?

Medidas drásticas, partilhas no perfil pessoal. A tua mãe já tem Facebook e partilha com as amigas. Ninguém quer saber daquilo porque é para outra faixa etária. O Facebook acha que é o teu público-alvo porque teve uma partilha. Insiste com esse perfil, mas o público não reage. O alcance da página esmorece até que nem a tua mãe vê o que partilhas.

Troca/Compra de likes

Mais uma medida drástica. Agora tens seguidores que reagem. Partilhas um artigo e chega a 100 pessoas. 60 fazem like. Foi um sucesso viral e agora o Facebook manda para mais 100 pessoas. 50 reacções. Mais 100 pessoas? 30 reacções. Se não houver partilhas, o ciclo de vida deve estar perto do fim e tiveste uma pequena vitória. Em 300 pessoas, 140 reagiram. Tudo parece bem. Até á próxima partilha. Como és viral, agora o Facebook vai mandar para 200 pessoas logo à primeira. E vai-se focar primeiro nas 140 pessoas que reagiram.

Agora há dois cenários. Se eles continuam a reagir o Facebook vai-se focando cada vez mais nesses utilizadores. Os que não são leitores/clientes reais e não dão lucro, apenas trabalho/despesa. O outro cenário é eles deixarem de reagir, o alcance de 200 pessoas tem 10 reacções e o Facebook depressa te põe no lugar. Tens 1000 seguidores, mas só te partilha com 50. Depois com 30, com 20, com 10…

Demasiados seguidores tornam-se seguidores a menos. No Instagram isto é ainda mais óbvio porque os seguidores são em grande número e as reacções são uma anedota.

O crime não compensa.

Então para que servem os grupos de bloggers?

Há diferentes tipos de pessoas nos grupos de bloggers.

Uns que apenas se querem auto-promover. Que partilham todos os artigos que escrevem e a cada comentário voltam a dizer qual é o blog. E ainda acrescentam “Segui. Retribua.” são os piores.

Uns que querem uma comunidade de entre-ajuda. Querem tirar dúvidas técnicas, procurar autores ou blogs para guest posts, alguma orientação para quem vai começar… Se puderes ajudar, ajuda. Se não puderes, indica quem possa. Se fores bom para os outros, os outros lembram-se e retribuem. Um grupo forte de bloggers vai partilhar contactos de designers, empresas de alojamento, agências, escritores, fotógrafos… todos ganham.

E depois há os que estão simplesmente por lá. Não escrevem, mas vão lendo. Podem-se tornar qualquer um dos outros dois tipos. Normalmente são do segundo tipo e começam com um comentário tímido do género “na semana passada a pessoa x perguntou isso. Talvez te possa ajudar.”

Idealmente cada grupo teria uma lista de apresentação membros em ficheiro, para poder ser encontrado depressa e editado em permanência.

  • Ana, tem um blog sobre viagens na Europa e um sobre maquilhagem.
  • Bruno, tem um blog sobre fazer Erasmus na Polónia.
  • Cátia é web designer.
  • Diogo tem um blog sobre culinária e um sobre a Serra da Estrela.
  • Elsa escreve sobre restaurantes e faz gestão de redes sociais.
  • Filipe faz traduções.

Cada um só segue quem quer, o que é melhor para todos.

Então afinal, como consigo ser lido?

Se quase ninguém te segue e ninguém te lê por obrigação, quer dizer que só te lê quem te encontrar pelos motores de busca e porque deixaste links em sítios relevantes. O público vai ser criado mais lentamente, mas de forma estável e segura. Para acelerar isso, basta fazeres textos melhores em termos de SEO.

Claro que se o blog não tiver um nicho, isso fica complicado. Por exemplo, este blog por enquanto parece muito focado em temas de blogosfera. Os artigos que sejam aqui publicados de OutSystems e Biztalk não vão interessar aos bloggers. Por isso é que os vou partilhar em grupos diferentes.

Quem googlar recursos para bloggers, vai encontrar imensos blogs e algures lá no fundo estará o meu. Serei um entre milhões a dizer o que se deve fazer. Quase ninguém me conhece e terei de fazer muito conteúdo e bom para me evidenciar.

Quem procurar os outros temas, mesmo havendo menos artigos aqui e não sendo o foco do blog, vai-me ver em posições melhores porque há menos gente a escrever sobre isso. Tenho menos concorrência nesses temas, e muitos dos interessados sabem que eu escrevo sobre o tema noutros sítios. É lógico um blog com o meu nome ter esses conteúdos. Quando aparecer o meu ,é provável que cliquem nele sem hesitação. Isso torna-me logo uma autoridade aos olhos do Google. Estou a tornar a minha reputação como profissional em reputação do blog.

Espero não ter sido muito confuso e que penses um bocado antes de passares horas a partilhar links com quem não vai ler.

Fotos usadas: Matthew Henry @ Burst

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Credibilidade
Agosto 22nd, 2018 Por nuno

A questão da credibilidade dos blogs tem sido recorrente. Até que ponto se pode confiar neste fonte de informação? É disso que se falará aqui.

Os blogs vieram revolucionar a Internet e a sociedade, permitindo a qualquer um escrever para todo o mundo. Enquanto no início eram pessoas inconscientes do impacto do que faziam, com o passar dos anos começaram a perceber o poder que isso representava. E enquanto uns escreviam o que sabiam e o que opinavam, outros partilhavam a sua ignorância, a sua burrice, ou a desinformação que queriam popularizar. Existem milhões de blogs e cobrem todos os temas inimagináveis. Uns são credíveis, outros são sarcásticos e outros são puro lixo.

Como ver a diferença?

Não é possível distinguir um blog bom dum mau pelo aspecto. Antes ainda se podia pensar que o número de visualizações e de comentários ajudariam a separar o trigo do joio, mas nesta era de notícias falsas e “alternativas” há milhões de pessoas a ver conteúdo falso e a tratá-lo como verdadeiro, contaminando o resto do mundo com desinformação e mentiras. Para saber mais sobre este tema, a Iniciativa Portuguesa do Fórum da Governação da Internet de 2018 vai ter uma sessão dedicada às fake news e desinformação. É em Aveiro já em Outubro.

No entanto há duas coisas que ninguém pode construir do zero:

Reputação – anos de trabalho árduo, de escrita regular, de referências noutros blogs, de artigos e livros publicados noutros sítios. Pode ser simulado, mas obriga a um investimento imenso de tempo e dinheiro.

Credibilidade – publicar a informação indicando as fontes. Um princípio do bom jornalismo é reportar a informação e a sua proveniência. Se não houver uma fonte, pode ter vindo da imaginação do autor. Se a fonte não parecer de confiança, provavelmente o autor deixou-se enganar.

Isso obriga o leitor a informar-se, a procurar outras fontes de informação e opiniões. Tanto é válido para relatos do que se passa na política internacional, como para a eficácia de um produto de beleza. Deve-se procurar várias fontes, analisar cada uma, e decidir.

É tudo uma questão de nome

Um blogger nunca terá a credibilidade inicial de um jornalista porque não tem a certificação oficial tripla de uma formação, uma carreira e um grupo editorial por trás a dar o empurrão e a visibilidade junto de milhares ou milhões. Mas com muito trabalho, pode chegar lá. Até porque a imprensa em vez de ser proactiva e investigadora, cada vez tenta ser mais reactiva e rápida a copiar os comunicados recebidos. Vai-se desleixando em termos de qualidade e de fiabilidade. Enquanto um(a) grande blogger tem como prioridade a verdade e o respeito pelos seus leitores.

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how to start a blog
Julho 14th, 2017 Por nuno

Interessados em começar um blog? Existem vários fatores a ter em conta quando se prepara um blog. Neste artigo é feito um levantamento de tudo o que é preciso pensar antes de se ter um blog a funcionar. Por isso, antes de pegarem no computador para escrever, aqui ficam as ideias mais importantes.

Essa lista tem oito passos fundamentais:

  • Escolher o assunto
  • Escolher onde alojar
  • Escolher um tema
  • Escolher um nome
  • Formar uma equipa
  • Definir plano de actividades e calendário de publicação
  • Analíticas
  • Monetização

Escolher o assunto

O mais importante antes de começar um blog é decidir o tema em que nos vamos focar. O ideal é que se fale de algo que se perceba e que se adore. Os motivos são óbvios. Devemos falar do que sabemos porque só assim estamos a contribuir com algo para quem nos visita. Se não soubermos o que estamos a escrever, a solução é copiar o que já foi dito por alguém. Se apenas repetirmos o que os outros disseram, os outros ganham por antiguidade. Se tentarmos falar de algo novo sem perceber, os leitores perceberão que é uma treta e procurarão outra fonte. Um leitor enganado uma vez é um leitor perdido para sempre. E finalmente terá de ser um tema que se adore porque vamos passar muito tempo nesse blog e a escrever para ele. Se for uma obrigação, o cansaço vencerá.

Como inspiração vejam a lista de temas para escrever num blog, mas pensem em algo diferente.

Escolher onde alojar

Esta parte será das mais importantes pois é a casa do blog e é normal depois haver preguiça e resistência à mudança, havendo até quem prefira começar um novo blog a migrar o que já tem. O alojamento é onde o blog fica guardado por isso é importante ter velocidade e espaço.
Existem vários serviços a permitir que se comece um blog imediatamente. O Blogger da Google, os Blogs Sapo, o Live Journal, o Medium, o Tumblr ou o WordPress.com são os exemplos mais populares. Aí basta escolher o nome, o domínio e começar a escrever.

Uma alternativa para quem quer algo mais sério é adquirir um alojamento próprio e usar serviços como o Drupal, Joomla!, WordPress.org, que permitem montar o próprio site. Quanto ao alojamento, existem imensas ofertas como Amen, Flexi, GoDaddy, Iberweb, One, WebTuga… Cada um tem os seus truques, o seu serviço, o seu preço e o seu serviço de apoio ao cliente pelo que o ideal é procurarem recomendações junto dos vossos amigos antes de se comprometerem (e pagarem) com um deles.

Antes de começarem é preciso saberem do que precisam (espaço, tráfego, disponibilidade, localização, etc.), saberem bem o que eles oferecem (se não estiver escrito, não acreditem, se estiver escrito e eles não cumprirem, exijam) e comparar sempre. Mostrem que estão informados antes de avançarem. Em alguns casos isso até pode conseguir-vos um desconto.

Por falar em descontos, muito cuidado com o preço real. Normalmente o primeiro ano é um valor mínimo e depois duplica ou triplica.

E garantam sempre que existem backups automáticos ou uma forma fácil de fazerem vocês semanalmente. Os acidentes acontecem e não só aos outros.

Escolher um tema

O tema é o aspecto gráfico do blog, o seu visual. Esta será a parte mais fácil pois podem sempre mudar mais tarde. Claro que farão o logótipo em função do tema por isso convém acertarem à primeira no que será a vossa “cara”.

Seja alojamento gratuito ou pago, existem sempre alguns temas disponíveis para começar. Podem procurar na Internet entre milhares de outros, gratuitos ou pagos, ou contratar alguém para vos fazer um personalizado. Muito cuidado é com configurações que estão escondidas no tema pois podem ter de corrigir dados como autor, localização, assunto, idade recomendada para os leitores… Não impede o blog de funcionar, mas ajuda e muito a posicioná-lo bem nos motores de busca.

Escolher um nome

A decisão mais difícil para um blogger é o nome a adotar para o espaço. Por vezes sai algo natural derivado do próprio tema, ou algo mais pessoal como uma alcunha de infância. É uma decisão pessoal e não se pode dizer que alguém nos consiga ajudar sem nos conhecer muito bem, mas aqui ficam umas dicas:

Tem de simples

Se começam a pensar em siglas de tudo o que vão falar, se utilizam números pelo meio, se trocam c por k e s por z, alguém vai escrever mal e vai parar a um concorrente.

Não pode ser confuso

Novamente, se são Cátia e já existe um BlogDaCátia popular, não façam BlogDaKátia, nem BlogDaKaty. Terão de ir para OEspaçoDaCátia, DiárioDaCátia, CátiaOnline. Se estes nomes são uma treta, tivessem pensado nisso antes da outra Cátia.

Tem de ser óbvio

Quem chega ao blog tem de perceber pelo nome do que trata ou de quem é. Se o nome é sapatos, tem de falar de sapatos, não de maquilhagem. Se é Antestreia, não vai falar de viagens, mas de cinema.

Tem de estar disponível

Esta é a parte chata. O nome que procuram para ser vosso tem de estar livre. E os nomes bons já foram ocupados há muito. A solução pode ser arranjar outro alojamento (caso seja, no wordpress.com, blogger, sapo,…) ou procurarem um nome que tenha o domínio livre. O ideal é sempre terem o vosso próprio domínio porque um dia vão querer que o blog seja mais do que um omeublog.wordpress.com, um omeublog.blogs.sapo.pt ou omeublog.bogspot.com. Vão querer o omeublog.pt ou omeublog.com. Mais vale tratarem já disso e garantirem que ficam com o nome que querem o mais cedo possível. Deixem que sejam os próximos a ter a dor de cabeça.

Tem de ser curto

Os nomes ideais têm 6 a 12 letras. A maior parte dos bons já estão ocupados por isso podem ter de ir ver algo até aos 15, mas evitem passar disso. Se for demasiado longo ninguém vai querer escrever tanto.

Tem de ser fácil de escrever

Mais do que ser simples, curto e sem letras estranhas, conseguem escrever o nome sem trocarem as teclas? É um teste fácil de fazer (escrevam 10 vezes seguidas num programa de texto) e caso vejam que vocês, a pessoa que mais usa o nome, se enganou, procurem outro nome. Um leitor frustrado não será uma visita agradável.
Procurem novos nomes no NameMesh.com e no Panabee.com. São ferramentas fáceis de usar e divertidas.

Formar uma equipa

Um grande blog tem uma equipa com vários escritores, fotógrafos, editores de vídeo, designers… A maioria dos casos não precisam disso. Quando começamos um blog, podemos achar que sozinhos fazemos tudo. Esqueçam. Mais cedo ou mais tarde vão precisar de ajuda e mais vale falar já com essas pessoas para elas não se aborrecerem por não terem sido envolvidas antes. Se conhecem outros bloggers e gostariam de ter textos deles um dia, “olá, comecei um blog e quando for popular vou-te pedir um post”. Se têm um amigo com jeito para a fotografia, “Olha, vou começar um blog e gostava de um dia usar fotografias tuas”. Se por acaso até têm um amigo com jeito para os computadores, “só para ficares prevenido, vou começar um blog. Vou tentar comprar o domínio e alojamento sem ajuda, mas se precisar depois chateio-te”.

Quem vos quiser ajudar, dirá logo “quando quiseres” e estará disponível no imediato ou que para a semana é melhor. Quem não quiser dirá “depois vemos”. Assim ficam logo a saber quem não está disponível e podem começar a procurar outras pessoas com tempo.

Se o blog já vai ser partilhado, definam logo o que cada um faz e quando. E decidam o que farão se um dia se chatearem. Quando chegar a hora é melhor para todos que isso esteja falado ou seria mais um motivo para discussão.

Definir plano de actividades e calendário de publicação

Seja um blog individual ou de uma equipa, é importante ter um plano e o calendário é a melhor forma de o começar. Vejam as datas importantes que se avizinham, para vocês, para a vossa terra, para a vossa temática. Antecipem o que vão fazer para celebrar essas datas.

Numa lógica mais regular, decidam o que fazer em cada dia. Em que dias da semana publicam? Que tipos de conteúdos? Uma fotografia à Segunda-feira, um vídeo à Quarta e um texto à Sexta? Um pouco de humor para o fim-de-semana? E a publicação é de manhã, à tarde ou à noite? Definam uma rotina e cumpram-na. É a melhor forma de publicarem sem nervos porque antecipam a criação tendo em vista a data limite.

Analíticas

A maioria dos bloggers só se preocupam com as estatísticas reais de visitas quando precisam de as apresentar para uma parceria. Não percam a oportunidade de controlar quem vos visita e de verem os números crescerem desde o primeiro momento. Existem contadores de vários tipos e há várias ferramentas gratuitas que vos dão tudo o que precisam. Google Analytics é um dos melhores e não terão de se preocupar por muito tempo com isso. Experimentem.

Monetização

Quando chegar a altura de fazer dinheiro vão precisar de saber o que querem. A possibilidade de alguém vos dar dinheiro tira a capacidade de pensar pelo que convém ter tido decidido e escrito antes. Que marcas gostariam de ver representadas no blog? Quais se recusam a ter? Quanto querem por um post patrocinado? Qual é o máximo de post patrocinados que aceitam por mês?

Além disso há a questão dos simples anúncios no blog. Onde os querem colocar?

Se estiver tudo decidido ao início fica muito mais fácil. Vão mudar de opinião várias vezes e reagir ao mercado e às opiniões dos leitores, mas já é um ponto de partida.

 

Com tudo isto pensado, começar um blog vai ser muito mais fácil.

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