Carruagem vazia
Setembro 5th, 2018 Por nuno

Numa era em que todos querem visitas, seguidores e comentários, tenciono explicar porque não deves querer disso. Pelo menos não deve ser o teu foco.

Este artigo é longo e pode ser polémico em alguns pontos. Muitas das pessoas que o leiam vão-se sentir ofendidas. A discussão está aberta.

Chegamos a um qualquer grupo de bloggers amadores no Facebook e estão todos a propor troca de comentários, de likes ou de seguidores. Isso causa calafrios pois todos esses blogs estão a trabalhar arduamente… a escavarem um buraco para se enfiarem. Vou explicar passo a passo as vantagens e desvantagens de seguidores/likes e comentários. Basicamente, para dizer quão mau isso pode ser para um site.

Os meus argumentos

O objetivo de quem tem um blog é ser lido. São as leituras que dão seguidores, dão visibilidade, dão origem a parcerias. Mas as visitas erradas fazem o oposto. Por exemplo, se estiveres numa cidade desconhecida e não tiveres bateria no telemóvel para ver os restaurantes recomendados, o que podes fazer? Olhas para eles. Se estiverem vazios são de fugir. Se tiverem muita gente confias que é bom. Mas se tiverem gente a mais, gente com mau aspecto e gente que levou a sua própria comida, não é de desconfiar?

É exactamente o mesmo nos blogs. Quando se tem gente a mais, o servidor fica lento prejudicando os leitores. Se não estão lá para comer/ler, então que cedam o lugar a quem te vai dar dinheiro. A secção de comentários é onde as pessoas avaliam os artigos e conseguem informações complementares. Os comentários irrelevantes encaixam na metáfora dos clientes com mau aspecto. Se escondem os comentários úteis, tornam o artigo menos útil. Os comentários auto-promocionais são os que levam a própria comida. Se estão lá para falar deles mesmos, querem-te roubar leitores.

Isto tudo em conjunto, parece que é uma selva descontrolada.

Contra-argumentação

Não há “visitas a mais”!

Podes sempre dizer que não são assim tantos e o servidor aguenta. Verdade. Mas quem vai lá só para colar o comentário não perdeu tempo a ler. Para o Google isso é interpretado como “o artigo não interessou”. Se 3 pessoas passam lá 6 minutos e 50 passam 20 segundos, o tempo médio na página é de 40 segundos. Conclusão do Google: “Este artigo devia ser lido em três minutos, as pessoas passam lá menos de um, é porque não é relevante. Vamos mostrar estes outros 50 artigos sobre o tema primeiro.” E lá vai o teu trabalho para o esquecimento.

Mas no outro artigo sobre SEO disseste que eu tinha de deixar comentários com links!

E continuo a dizer que é importante deixar comentários com links para se começar a ser conhecido. Mas podemos ser conhecidos como uma pessoa que está nos locais certos à hora certa e sabe do que fala, ou como aquele emplastro que está em todo o lado e não serve para nada.

Queres deixar comentários úteis, que acrescentem algo à discussão e provem que sabes do tema. Podes fazer apenas “Eu concordo com quase tudo, mas discordo no ponto 2 porque x y e z.”. Isto contribui para a discussão.

Podes ajudar terceiros com “Li este estudo em (link) que confirma a tua opinião”. O autor pode querer, no futuro, acrescentar essa informação ao artigo, e provavelmente vai referir a tua contribuição com um link para o teu blog. Links no artigo contam bem mais do que nos comentários.

Ou podes simplesmente dizer “Também escrevi sobre esse tema em (link de artigo)”. Não ajuda muito, mas é provável que fique por lá e dê algumas visitas de pessoas interessadas nesse tema.

Quem escreve “Gostei. Lê o meu blog (link).” ou “Adorei este artigo sobre submarinos. Lé o meu sobre candeeiros.“ vai ser ignorado e provavelmente apagado. Comentários que não ajudam o leitor, não interessam. Haver um comentário mau no meio de vários bons até pode passar despercebido. Quando é o comentário útil que está no meio dos maus, a secção de comentários tornou-se inútil. Só deixa ficar esse tipo de comentários irrelevantes quem também os faz e portanto um blog sem grande futuro a ajudar outro blog sem grande futuro.

Mas o que pode haver contra ter seguidores nas redes sociais?

De certeza que já ouviste falar do temível “algoritmo”. Longe vai o tempo em que numa rede social se via todo o conteúdo de forma cronológica. Agora, para nos “ajudarem”, mostram cada vez menos e por uma ordem indefinida. Com base nas reacções dos utilizadores de forma individual e colectiva, o Facebook/Instagram mostra os conteúdos mais relevantes. O Twitter é mais honesto e mostra tudo, mas também só nos manda notificações para alguns conteúdos principais. O resto fica basicamente perdido no oceano de mensagens.

O algoritmo em termos simples

Provavelmente tens uns 500 amigos no Facebook. As publicações que vês são sempre dos mesmos 50, ocasionalmente com uma ou outra de um grupo de 100 outros amigos e todos os outros só reparas que existem quando casam ou fazem anos? É o algoritmo. Com base nas reacções que tens às publicações das pessoas, a página sabe quem gostas de ler. Por isso vês sempre os mesmos 50. Com base no que os outros reagem, o Facebook avisa-te que alguém que não vês há muito fez algo diferente. Se foste o único a não dar os parabéns por 2 anos e não comentaste a mudança de emprego, provavelmente também não te vai mostrar a foto junto ao Coliseu de Roma. Asume que não queres saber e tem razão. E assim metade dos contactos caem no esquecimento.

De vez em quando aparece uma excepção, para confirmar se mudaste de gosto e ao mesmo tempo para dar diversidade ao perfil, mas a partir do momento que se tem um círculo definido, é muito difícil algo mais entrar nessa bolha. Vês mais depressa as publicações de pessoas que estão no mesmo grupo Facebook (porque comentam as mesmas publicações, fazem partilhas semelhantes), do que do colega de carteira da primária que sabe todos os teus segredos. Porque o Facebook diz que vocês não são iguais.

O algoritmo nas páginas

O mesmo se aplica às páginas. Podes ter feito gosto em dez páginas de lojas de sapatos. Se só fazes gosto às publicações divertidas de uma, o Facebook vai evitar mostrar-te as outras. Até que essa página faça um anúncio. Aí o Facebook lembra-se que gostas daquele produto e então já contas para ter um alcance de duzentas mil pessoas interessadas. E na verdade até é provável que compres, mas não é a tua marca favorita. As marcas terão de investir em marketing para que os seguidores partilhem organicamente. Aí não interessa se gostas da marca. O teu amigo gostou, logo tu deves gostar. E assim se ganham seguidores e clientes.

Pode ser psicologia barata, mas na verdade são feitos testes constantemente com milhões de pessoas. Cada publicação que vês ou deixas de ver é um teste. Cada partilha, comentário, reacção, ou clique, conta para definir o teu perfil de leitor e o perfil de influenciador do teu amigo. Big brother is watching you.

Vamos aplicar isto a uma página pessoal, como um blog.

Partilha orgânica

Primeiro com moderação. Se tiveres 200 seguidores (é normal se conseguires manipular os 500 amigos) e fizeres uma publicação, uns 20 recebem a publicação. Porque o título é engraçado, a foto está gira, ou por obrigação, 5 fazem um like. O Facebook gostou da reacção, acha que funcionou bem e manda para mais 10. Aqui só mais 1 gosto. O Facebook ainda vai tentar mandar para mais 5, mas se não houver algo viral, a publicação morreu por aí. Daqui a uma semana mais 2 ou 3 pessoas vão ver, e terminou esse ciclo de vida. Chegou a umas 40 pessoas e teve reacções de meia dúzia.

Partilha no teu perfil pessoal a ver se chegas a mais 50. Aí é o teu perfil de influenciador digital que está a dar credibilidade à página. Se for um bom link ganhas mais credibilidade como pessoa e como autor. Se for mau, vão ambos ao fundo.

Partilhas num grupo relacionado com o tema. Isto é como os comentários nos blogs. Se for relevante, tem cliques. Talvez alguém partilhe noutro grupo ou marque amigos interessados no tema. Lentamente vai chegando a gente interessada no blog.

Resumidamente, os teus leitores fiéis vão vendo o contudo regularmente, partilham com amigos que por terem um gosto semelhante também reagem bem. Um crescimento sustentado e com pessoas que são potenciais clientes.

Se o blog não tiver um nicho, algumas pessoas podem não gostar de algum conteúdo, mas no panorama geral vão lendo de vez em quando que é o que importa. E quando lá chegam, acabam por espreitar mais alguns artigos relacionados.

Partilha forçada

Agora vamos ver no modo “pessoa maluca a gritar no meio da rua”. Se forçaste 1000 pessoas a seguirem a tua página, aquela primeira partilha vai para 100 pessoas. Mesmo que 10 dos teus amigos façam Gosto, quem está lá por obrigação não vai carregar. Não ligam ao tema. A eficácia desceu de 25% para 10%. Ter 5 em 20 é melhor que 10 em 100. O Facebook talvez mande para mais 30 pessoas. Se não acertar na mouche nos teus amigos, acabou.

Como não pareceu suficiente, vais para um grupo com 10000 pessoas e partilhas o link. O Facebook mostra a uma centena de membros e nenhum reage. Ai ai. As pessoas vão entrando no grupo e a publicação está lá. Passam por ela sem reagir. Mil pessoas a passarem pelo link e nenhum clique. Agora é que o Facebook te acha um autor da treta. 1130 pessoas e só 5 reacções?

Medidas drásticas, partilhas no perfil pessoal. A tua mãe já tem Facebook e partilha com as amigas. Ninguém quer saber daquilo porque é para outra faixa etária. O Facebook acha que é o teu público-alvo porque teve uma partilha. Insiste com esse perfil, mas o público não reage. O alcance da página esmorece até que nem a tua mãe vê o que partilhas.

Troca/Compra de likes

Mais uma medida drástica. Agora tens seguidores que reagem. Partilhas um artigo e chega a 100 pessoas. 60 fazem like. Foi um sucesso viral e agora o Facebook manda para mais 100 pessoas. 50 reacções. Mais 100 pessoas? 30 reacções. Se não houver partilhas, o ciclo de vida deve estar perto do fim e tiveste uma pequena vitória. Em 300 pessoas, 140 reagiram. Tudo parece bem. Até á próxima partilha. Como és viral, agora o Facebook vai mandar para 200 pessoas logo à primeira. E vai-se focar primeiro nas 140 pessoas que reagiram.

Agora há dois cenários. Se eles continuam a reagir o Facebook vai-se focando cada vez mais nesses utilizadores. Os que não são leitores/clientes reais e não dão lucro, apenas trabalho/despesa. O outro cenário é eles deixarem de reagir, o alcance de 200 pessoas tem 10 reacções e o Facebook depressa te põe no lugar. Tens 1000 seguidores, mas só te partilha com 50. Depois com 30, com 20, com 10…

Demasiados seguidores tornam-se seguidores a menos. No Instagram isto é ainda mais óbvio porque os seguidores são em grande número e as reacções são uma anedota.

O crime não compensa.

Então para que servem os grupos de bloggers?

Há diferentes tipos de pessoas nos grupos de bloggers.

Uns que apenas se querem auto-promover. Que partilham todos os artigos que escrevem e a cada comentário voltam a dizer qual é o blog. E ainda acrescentam “Segui. Retribua.” são os piores.

Uns que querem uma comunidade de entre-ajuda. Querem tirar dúvidas técnicas, procurar autores ou blogs para guest posts, alguma orientação para quem vai começar… Se puderes ajudar, ajuda. Se não puderes, indica quem possa. Se fores bom para os outros, os outros lembram-se e retribuem. Um grupo forte de bloggers vai partilhar contactos de designers, empresas de alojamento, agências, escritores, fotógrafos… todos ganham.

E depois há os que estão simplesmente por lá. Não escrevem, mas vão lendo. Podem-se tornar qualquer um dos outros dois tipos. Normalmente são do segundo tipo e começam com um comentário tímido do género “na semana passada a pessoa x perguntou isso. Talvez te possa ajudar.”

Idealmente cada grupo teria uma lista de apresentação membros em ficheiro, para poder ser encontrado depressa e editado em permanência.

  • Ana, tem um blog sobre viagens na Europa e um sobre maquilhagem.
  • Bruno, tem um blog sobre fazer Erasmus na Polónia.
  • Cátia é web designer.
  • Diogo tem um blog sobre culinária e um sobre a Serra da Estrela.
  • Elsa escreve sobre restaurantes e faz gestão de redes sociais.
  • Filipe faz traduções.

Cada um só segue quem quer, o que é melhor para todos.

Então afinal, como consigo ser lido?

Se quase ninguém te segue e ninguém te lê por obrigação, quer dizer que só te lê quem te encontrar pelos motores de busca e porque deixaste links em sítios relevantes. O público vai ser criado mais lentamente, mas de forma estável e segura. Para acelerar isso, basta fazeres textos melhores em termos de SEO.

Claro que se o blog não tiver um nicho, isso fica complicado. Por exemplo, este blog por enquanto parece muito focado em temas de blogosfera. Os artigos que sejam aqui publicados de OutSystems e Biztalk não vão interessar aos bloggers. Por isso é que os vou partilhar em grupos diferentes.

Quem googlar recursos para bloggers, vai encontrar imensos blogs e algures lá no fundo estará o meu. Serei um entre milhões a dizer o que se deve fazer. Quase ninguém me conhece e terei de fazer muito conteúdo e bom para me evidenciar.

Quem procurar os outros temas, mesmo havendo menos artigos aqui e não sendo o foco do blog, vai-me ver em posições melhores porque há menos gente a escrever sobre isso. Tenho menos concorrência nesses temas, e muitos dos interessados sabem que eu escrevo sobre o tema noutros sítios. É lógico um blog com o meu nome ter esses conteúdos. Quando aparecer o meu ,é provável que cliquem nele sem hesitação. Isso torna-me logo uma autoridade aos olhos do Google. Estou a tornar a minha reputação como profissional em reputação do blog.

Espero não ter sido muito confuso e que penses um bocado antes de passares horas a partilhar links com quem não vai ler.

Fotos usadas: Matthew Henry @ Burst

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SEO Link building
Agosto 16th, 2018 Por nuno

Existem três pilares do SEO. Um é ter grande conteúdo. O segundo é ter um site que mostra esse conteúdo de forma rápida e legível (on-site optimization). O terceiro é ter links a apontar para nós (off-site optimization).

O propósito de cada sítio na web é ter visitas. É com visitas que se dá a conhecer marcas e produtos, que se gera receitas com anúncios ou se faz vendas de produtos e serviços. O ideal é ser o destino recomendado pelo Google para determinada pesquisa, mas há outras formas. A imediata é ter publicidade paga. Assim dão visibilidade ao produto/serviço e os interessados fazem uma visita. Claro que isso pode ter custos, por isso o melhor é ter gente que nos recomenda gratuitamente. Gente cujos sites ligam ao nosso quando se lhes fala do tema que dominamos.

Esses links são um dos parâmetros utilizados para ordenar opções numa página de resultados de pesquisa por isso quantos mais e melhores links tiverem, mais visitas por pesquisa terão. Também existem links maus, por isso muito cuidado com quem vos recomenda. Diz-se que até a má publicidade é publicidade, mas ser recomendado por pessoas duvidosas faz de nós duvidosos.

1. Antes dos links

Não adianta ter visitas se não tiveres nada para mostrar. Ter um site apresentável e com algum conteúdo é o ponto de partida. Meia dúzia de páginas é o suficiente como amostra do tipo de conteúdo. Para as etapas mais à frente um mínimo de vinte é ideal.

O site também vai precisar de estar no Google Search Console, de ter um robots.txt e um sitemap. Dessa forma garantes que o Google sabe que o site existe e tudo o que lá está para acesso público. Se isso for demasiado técnico, deixa para depois e fala comigo.

2. Links fáceis

A forma mais fácil de conseguir um link é criá-lo. Esse novo site estar nas redes sociais com os campos “site oficial” e “descrição” preenchido é meio caminho andado para ser conhecido. Facilita as partilhas, associa a palavras-chave e a palavra chega aos amigos. Escolhe bem em que redes faz sentido estares com este novo projecto.

E porque os clientes mais fáceis de conquistar são os que já se tem, se tiveres algum blog, lembra-te de avisar que escreves num novo sítio e descrever as diferenças. Porque devem os teus seguidores seguir o novo blog e como se distingue do antigo? Estes links são os alicerces de tudo. Se não tiveres um blog, pede aos teus amigos que escrevem sobre temas semelhantes. Se os entendidos no assunto dizem que há uma nova autoridade na Internet, quem quer saber disso vai estar atento.

3. Comentários generalistas

Depois de os teus espaços estarem a funcionar para o novo site, chega a altura de encontrar outros sites que possam ajudar. Este sistema não tem ganhos imediatos, mas é fácil e ajuda muito. Quando deixares comentários num blog, preenche o campo que pergunta qual é o teu link. Se o comentário foi de auto-promoção, é logo apagado como é óbvio, mas se for relevante, o proprietário deixa ficar. É mais um link.

Atenção que uma página com muitos links dá poucos créditos a cada um deles. E os links em comentários normalmente são identificados como irrelevantes para motores de busca. Só que está lá e alguém, algum dia, vai clicar.

4. Comentários da especialidade

Melhor só se o corpo do comentário for sobre o tema e referir uma página do teu site que trata o mesmo tema. Se uma pessoa tiver chegado àquele artigo procurando informação e o comentário estiver dentro do tema e apontar para um artigo semelhante, é muito provável que seja clicado. Mais uma vez, o link só vai ficar por lá se fizer sentido no âmbito do artigo. Nada de inventar.

5. Troca de links

Agora que já conheceste alguns blogs semelhantes e promoveste o teu espaço nas redes sociais, deves ter feito contacto com os grupos de bloggers. Principalmente LinkedIn e Facebook têm comunidades de bloggers que se promovem. A maioria das vezes são antros onde cada um faz a sua auto-promoção sem querer saber dos outros, mas há grupos melhores, com temáticas próprias, e é frequente arranjarem formas de se ajudarem.

A mais simples é com uma lista de blogs amigos, ou blogs relevantes para determinada temática. A que dá mais trabalho e mais retorno é rever os artigos já publicados e tentar encaixar links relevantes no texto. Como o proveito é para o destinatário, assegura-te que a outra pessoa sabe o que faz e terá o mesmo esforço contigo. Ou diz-lhe directamente em que artigo um link para ti ficaria bem.

6. Mostrar conhecimento I

Novamente, não adianta ter um site que ninguém conhece. Para se ter um destino que as pessoas querem visitar, é preciso mostrar credenciais. Para isso há duas formas. Uma delas é ir partilhando conhecimento em sites partilhados. Refiro-me à Wikipedia onde podes editar páginas para as enriquecer. Ao fim de algumas dezenas de páginas vai aparecer uma onde o teu artigo seria uma excelente referência para acrescentar. E como a Wikipedia é um site de boa reputação e todos os links das referências são validados, ter um link aí vale muito. Colocar links não adequados é imediatamente desfeito por outras pessoas e danifica a reputação do editor por isso só podes colocar links para artigos relacionados e que estejam muito bem escritos.

Outro site muito útil para isso é o Quora onde as pessoas colocam questões em busca de respostas. O Quora tem um algoritmo para saber que temas nos interessam. Mostra respostas e pede ajuda a responder dentro dessas áreas. Nos temas que dominas, podes dar uma resposta breve e referir o artigo onde essa mesma questão está mais explorada.

Por exemplo, este artigo escrito em Agosto é o perfeito complemento para uma resposta que dei em Abril sobre como aumentar as visitas a um site. Claro que assim que possível, fui editar a resposta para a melhorar e incluí o link.

7. Mostrar conhecimento II

Se não quiseres criar um perfil nestes sites e estar sempre a ver como podes contribuir, porque não contribuíres uma só vez para sites e blogs? Há sempre gente disposta a receber artigos de autores convidados.

Nesse caso estás a ceder o teu tempo e conhecimento (e um artigo que podia estar no teu site) a outra pessoa, mas alargas a área de influência. Ganhas visibilidade entre os seguidores desse site.

Fazer um artigo gigante com três mil palavras e dez links de referências é perfeito. Contudo, não é a única forma de conseguires essas vagas. Por vezes há artigos que pedem elementos para uma lista. Se tens um blog de culinária e alguém quer “as dez melhores receitas de bacalhau”, podes contribuir com uma muito boa. E deixar o link para a tua secção de receitas com bacalhau.

Nem sempre tem de ser diretamente relacionado. O proprietário do site até deve preferir ter visões diferentes e complementares. Para participar em artigos como “rotinas saudáveis para começar o dia”:

  • um nutricionista faz comentários sobre o que não pode faltar num pequeno-almoço equilibrado. Aponta para o seu site de receitas onde aceita marcação de consultas;
  • o personal trainer diz que exercícios físicos fazer ao sair da cama. Aponta para a página de marcações;
  • o blog de maternidade diz o que se deve ter pronto antes de acordar as crianças. Com o link para a categoria Crianças;
  • o blog melómano recomenda um programa de rádio para ouvir na viagem de carro;
  • alguém recomenda podcasts para se ouvir em viagens de metro e autocarro;
  • ….

Dá para encaixar artigos muito variados. Isso demora menos tempo (costumam ser 150 a 300 palavras) e não se sacrifica um artigo bom inteiro, mas também dá menos visibilidade porque o palco é partilhado.

8. Trazer conhecimento

Que tal fazer o inverso? De mesma forma que ao escrever para outros lhes estás a dar o teu conhecimento em troca de um link, se os outros escreverem para ti, o teu espaço ganha conteúdo de qualidade. E vai ser promovido pelo(s) autor(es) chegando a mais gente.

Para conseguires autores de qualidade precisas de ter um site já com algum estatuto. Quem anda nisto há algum tempo não vai perder o seu tempo a escrever para um site que não dará visibilidade. Se o site ainda não for reputado, tem pelo menos de transparecer profissionalismo e que será de referência num futuro próximo.

9. Conquistar links

Sejamos honestos, depender dos outros é uma trabalheira. Mas há uma forma de melhorar o sistema de troca de links para funcionar a nosso favor. Se tiveres uma ideia genial em que todos queiram participar.

Por exemplo “vamos todos fazer uma refeição vegan”, “vamos todos fotografar a nossa praia de infância”, “quem tem o mais louco ritual de aniversário”?

As outras pessoas vão fazer um post no seu blog com um link para aquele artigo onde o desafio foi lançado. Toda a visibilidade que esses posts tenham vai ser redireccionada para o artigo original. Se esse artigo tiver links para todos os posts, a visibilidade que cada um tem de volta será mínima. Mas quantos mais participarem melhor para o grupo.

Se o conseguires distribuir no tempo, facilita a vida dos intervenientes e aumenta o interesse.

Um exemplo de muito sucesso foi o “6 on 6” do Viver a Viajar onde mensalmente 6 bloggers fotografavam um tema comum. Com um número razoável de participantes, um espaçamento confortável entre publicações e links de todos para todos, é o formato ideal. O que ganhou a autora de especial? O link acima. Todas as referências a este projecto vão acabar por ir dar a um só artigo num só blog.

Também podem ser desafios que vão rodando por várias pessoas. Como o canal SyFy fez no seu desafio blogger-a-week onde todas as semanas um blogger diferente só via esse canal. O canal foi falado em vários blogs da especialidade, ganhou audiências e não teve qualquer custo com semanas consecutivas de promoção.

10. Moderação

Obviamente no início terás muita vontade de fazer tudo isto, só que depois a preguiça e a falta de ideias ganham. Por isso é importante definir algumas regras.

Frequência de publicação. Para ter conteúdos, é fundamental ter uma agenda e um tempo reservado para escrever. É melhor fazer um artigo por semana todo o ano do que dez na primeira semana e depois desaparecer. Claro que isso depende de muitos factores e se for um passatempo não pode tirar tempo ao resto, mas é importante saber que se tem a obrigação de dar conteúdo relevante e perceptível.

O Google desconfia se tiveres muitos links de repente. Por isso, sejam comentários ou links em outros sites, não exageres. Fá-lo regularmente e de forma natural para não cansares nem as pessoas nem as máquinas.

Quanto a links vindos de outras pessoas, se o puderes controlar agendando quando cada um publica, excelente. Se não tiveres controlo sobre isso, vai adiando os que controlas para dias menos bons.

 

Espero que esta lista seja tão útil que deixes um link para este artigo sempre que te perguntem como conseguir links. Porque se o conteúdo tiver qualidade, os links surgem.

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